Ricardo Barros, xerife político de Maringá, pilota projeto para emplacar sua esposa, deputada Cida Borgetti (PROS), na vice de Beto Richa; ex-secretário da Indústria e Comércio ensaia lançar seu irmão, Silvio Barros, ex-prefeito, para obter vantagens tanto com o governador tucano quanto com a senadora petista Gleisi Hoffmann; pesquisa DataVox, a DataBarros, somente entre eleitores maringaenses, atende a esse objetivo estratégico de Barros.
A Data Vox Brasil é o segundo instituto a registrar pesquisa sobre a disputa pelo governo do Paraná em 2014. A primeira foi a Multicultura, contratada pela Rádio Paiquerê, que divulgou semana passada sondagem realizada somente em Londrina (clique aqui).
A Data Vox, também conhecida como DataBarros, vai entrevistar 600 eleitores entre hoje (21) e sábado (24) somente na cidade de Maringá, de acordo com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O instituto maringaense pesquisará, além da corrida pelo Palácio Iguaçu, a peleja pela presidência da República. No cenário estadual, serão considerados sete candidaturas: Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT), Roberto Requião (PMDB), Silvio Barros (PHS), Rosane Ferreira (PV), Joel Malucelli (PSD) e Bernardo Piloto (PSol). No cenário nacional, apenas três: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
Curiosamente, a exemplo dos demais instituto, a pesquisa foi contratada pela própria Data Vox — ou DataBarros. Um atento observador disse ao Blog do Esmael que os jornais da velha mídia não têm recursos para bancar as sondagens como dantes. “A crise financeira bateu na bunda dos jornalões”.
Veja o formulário da pesquisa Data Vox: (mais…)
Ele é acusado de envolvimento em desvios de recursos públicos em cursos de formação de trabalhadores. MP cobra a devolução de 64 milhões de reais
Paulinho da Força, candidato do PDT à prefeitura de São Paulo (Ricardo Marques/Folhapress)
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou o bloqueio de bens do candidato do PDT à prefeitura de São Paulo e presidente licenciado da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, sob a acusação de envolvimento em desvios de recursos públicos em cursos de formação e capacitação profissional de trabalhadores. A decisão liminar, que atendeu a pedido do Ministério Público, tornou indisponíveis o patrimônio de Paulinho, da Força Sindical, do Instituto Paulista de Ensino e Cultura (Ipec) e de outras quatro pessoas para garantir, em caso de condenação, o ressarcimento dos supostos prejuízos.
A medida congela 36 milhões de reais em bens dos citados na ação de julho. O juiz federal Alaôr Pacini, responsável pela decisão liminar tomada em agosto, determinou o envio de ofícios aos órgãos competentes para bloquear transferências de carros, embarcações, aviões, imóveis e contas correntes dos envolvidos.
A Procuradoria da República moveu, ao todo, quatro ações contra o deputado, a Força e demais envolvidos em que cobra a devolução de 64 milhões de reais em recursos. Os casos, semelhantes, referem-se a convênios firmados entre a Força e o Ministério do Trabalho para a qualificação profissional dos trabalhadores. A central sindical fechava contratos com entidades para executar projetos do Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Os contratos são de 2000 a 2002.
Uma apuração inicial do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou irregularidades nos convênios firmados entre centrais sindicais, entre elas a Força, e entidades. Entre os problemas estão a falta de acompanhamento da execução dos contratos e a aprovação de prestações de contas sem documentos de exercícios anteriores - exigência legal. Paulinho não quis comentar o caso. O Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa, que engloba Ipec, também não se pronunciou. Presidente da Assembleia de SP também na mira - O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) abriu ação penal contra o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Barros Munhoz (PSDB), acusado de promover licitação fraudulenta quando exercia o cargo de prefeito de Itapira (SP), em 2003. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o réu contratou obras e serviços de engenharia de uma empresa fantasma e teria desviado cerca de 3,5 milhões de reais, em valores atualizados. Munhoz nega as acusações.
O presidente do Legislativo, em seu segundo mandato no cargo, vai responder a processo por violação, repetida 33 vezes, do artigo 1.º do Decreto Lei 201/67, que define crimes de prefeitos - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio.
Se condenado, Munhoz pode pegar pena de dois a doze anos de reclusão, perda do cargo e inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de função pública, eletiva ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular.
O Ministério Público sustenta que a prefeitura e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itapira, na gestão Barros Munhoz (2001-2004), contrataram empresa de fachada para pavimentação de estradas de acesso à Estação de Tratamento de Esgoto. Segundo a acusação, a empresa nunca existiu. Cheques emitidos pela prefeitura para quitar o contrato eram endossados por Munhoz e sacados na boca do caixa por funcionários.
“Meus bisnetos já morreram há anos. De algum modo, a morte esqueceu de mim.”
O sapateiro indiano Mahashta Mûrasi alega ter nascido em Janeiro de 1835, o que faz dele não só o ser humano mais velho do mundo, mas também o homem que mais anos viveu em toda história humana, de acordo com o Guinness World Records.
Autoridades indianas dizem que o homem nasceu numa casa em Bangalore no dia 6 de Janeiro de 1835. A partir de 1903 passou a viver em Varanasi onde trabalhou até 1957, até que se aposentou aos 122 anos.
“Estou vivo há tanto tempo que os meus bisnetos já morreram há anos”, explicou Mûrasi. “De algum modo, a Morte esqueceu de mim. E agora já não tenho esperança. Ao olhar para as estatísticas, ninguém morre com mais de 150 anos, muito menos com mais de 170. Neste ponto acho que sou imortal ou algo assim”, considerou.
Segundo o WorldNewsDailyReport.com, todos os documentos de identificação do homem confirmam a sua versão, mas até ao momento, nenhum exame médico confirmou a veracidade da sua alegação. O último profissional de saúde que Mûrasi visitou morreu em 1971, de modo que são escassas as informações sobre o seu histórico médico.
Postagem da jovem custou ao pai a indenização de R$ 179 mil (US$ 80 mil) de um processo sobre discriminação por idadeReprodução/Flickr/melenita2012
Quando Dana Snay soube que seu pai tinha ganhado na Justiça o direito a uma indenização de seu antigo emprego, ela não conseguiu resistir em compartilhar a notícia.
A Gulliver Preparatory School, uma escola com sede em Miami, nos Estados Unidos, foi condenada a pagar cerca de R$ 179 mil (US$ 80 mil) em um processo sobre discriminação por idade.
"Mamãe e papai ganharam o processo contra Gulliver", a adolescente escreveu para seus 1.200 amigos no Facebook. "Gulliver está pagando agora oficialmente as minhas férias para a Europa neste verão. CHUPA ESSA".
O comentário, no entanto, agora pode custar a indenização do pai da garota, informou o jornal Miami Herald.
Quando Gulliver ficou sabendo do post, o que não demorou muito, já que Dana era uma ex-aluna, a escola recusou-se a pagar um centavo porque o pai tinha assinado um acordo de confidencialidade. Na quarta-feira (16), um tribunal de apelações da Flórida decidiu em favor da escola.
A história provocou repercussão sobre os padrões de comportamento da juventude de hoje e os perigos das mídias sociais. Geração do milênio
Elie Mystal, no blog Acima da lei, chama o episódio de "uma nova baixa para a geração do milênio".
"Lembra quando tudo o que os pais tinham que se preocupar era com sua filha postando selfies nua no Facebook?", ele escreve.
— Agora, as coisas são piores.
Katy Waldman, do site de notícias Slate, mandou uma mensagem para seus seguidores:
"O que podemos aprender com a desgraça dessa família, companheiros da geração do milênio? Não se gabe. Não mexa com advogados. Não compartilhe em excesso nas mídias sociais, especialmente quando você nem está indo para Europa [Dana estava brincando sobre as férias]".
A história não está necessariamente concluída. O pai pode recorrer da decisão no Supremo Tribunal da Flórida. É claro que, quanto mais o processo se arrasta, mais o dinheiro da indenização — se houver — será consumido por advogados.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados - É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC
O filho da mulher teria aparecido em um de seus sonhos e pedido que a família não se vingasse.
Balal foi poupado pela mãe de sua vítima segundos antes de ser enforcado Foto: ARASH KHAMOOSHI / AFP
Um homem foi salvo da forca pela mãe do rapaz que assassinou segundos antes de ser executado no Irã, de acordo com o Daily Mail. Balal já estava com os olhos vendados quando a mãe da vítima, Abdollah Hosseinzadeh Jnr, surpreendeu a todos e retirou a corda de seu pescoço.
De acordo com o pai da vítima, sua esposa mudou de ideia após ver o filho morto em um sonho. "Há três dias, minha esposa viu meu filho mais velho em um sonho e ele dizia que estava em um lugar bom e que não era para ela se vingar. Isso acalmou a minha esposa, e então decidimos pensar mais até o dia da execução", contou Abdolghani Hosseinzadeh.
O casal já havia perdido outro filho, de 11 anos, em um acidente de moto, de acordo com o Guardian.
Balal foi sentenciado à morte por matar Abdollah Hosseinzadeh Jnr, de 18 anos, à facadas, durante uma briga de rua, na cidade iraniana de Royan, em 2007. De acordo com o pai da vítima, o rapaz não tinha a intenção de matar Abdollah: "Balal não sabia como manejar uma faca, ele foi ingênuo".
Anchieta, novo santo do
Brasil, aceitava a matança de índios
José de Anchieta justificou
matança promovida por Mem de Sá
O
Vaticano abriu exceção para o padre José de Anchieta (1534-1597), tornando-o
santo, embora não haja comprovação de que ele tenha feito pelo menos dois
milagres.
Certamente pelo fato de o Brasil, o maior país católico do
mundo, ter até então só dois santos, o Vaticano aceitou a alegação da CNBB
(Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros) de que Anchieta já tem fama de
santo por causa de sua “vida exemplar”.
A Igreja Católica, obviamente,
pode declarar “santo” quem quiser, trata-se de uma questão interna dessa
religião, mas é preciso estar atento para que a interpretação católica não
contamine a perspectiva histórica, rejeitando, por exemplo, essa lorota de que
Anchieta teve “vida exemplar”.
O espanhol Anchieta e um dos fundadores de
São Paulo foi um erudito. Versado em idiomas, incluindo o tupi, ele escreveu o
livro “A Arte da Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil”, o primeiro
no gênero do país.
A erudição de Anchieta, contudo, não o elevava para
fora do seu tempo, para um futuro no qual os direitos humanos viriam a ser
respeitado.
Anchieta nunca criticou a matança de índios pelos
colonizadores, mas ressaltou em um poema o quanto foram “cruéis” os tupinambás
que atacavam os portugueses por não aceitarem a dominação
estrangeira.
Bartolomeu de Las Casas (1474-1566) teve a grandeza que
faltou ao “exemplar” Anchieta. O frade dominicano e bispo de Chiapas (México) se
notabilizou como defensor dos índios, denunciado na Europa os massacres dos
quais eles eram vítimas.
O poema onde Anchieta revela que retrato fazia
dos índios se chama “Os Feitos de Mem de Sá” [administrador colonial do Brasil].
Com 3.058 versos decassílabos divididos em quatro cantos (ou livros), o poema
foi escrito em latim para um público português e europeu.
Em um dos
versos o padre afirmou que os índios causaram muitas ruínas aos portugueses,
como se estes não fossem os invasores das terras daqueles.
Diz o verso:
Ó que faustoso sai, Mem de Sá, aquele em que o Brasil te
contemplou! quanto bem trarás a seus povos abandonados! com que terror fugirá
a teus golpes o inimigo fero, que tantos horrores e tantas ruínas lançou
nos cristãos, arrastado de furiosa loucura!
A professora Ivânia dos
Santos Neves, do Programa de Mestrado de Comunicação e Cultura da Universidade
da Amazônia, escreveu um estudo mostrando que Anchieta e demais sacerdotes em
missão no Brasil fechavam os olhos para a matança dos nativos porque equiparavam
os índios aos negros, que, para a Igreja, não tinham alma.
“Os
religiosos se valeram das determinações papais que haviam resolvido a questão da
igualdade social em relação às sociedades africanas, estas determinações
estabeleciam que o “negro” não era considerado gente para a Igreja Católica”,
diz o estudo.
Isso explica, segundo a professora, o uso em textos
jesuíticos do século XVI da palavra “negro” para se referir a
“índio”.
Ivânia Neves destacou que, no poema de enaltecimento a Mem de
Sá, Anchieta se inspirou nas batalhas entre portugueses e os Tupinambá, que
foram à luta em uma tentativa de garantir seu território.
“Eles [os
índios] lutaram para não se submeter, mas Anchieta condena esta luta”, escreveu
a professora.
Em outro verso, Anchieta disse:
Vês como gentes
cruéis em hordas imensas preparam aos cristãos batalhas ferozes. De morte
humilhante ameaçam agora a cabeça dos pobres colonos quais tigre cruéis
em redor da preia lanhada sorvendo com fauces sedentas o sangue inocente.
No livro III, Anchieta chegou a admitir que Mem de Sá fez uma
“guerra cruel de extermínio”, mas o padre a justificou porque, entre outras
coisas, os índios tinham o “hábito horrendo” de comer carne humana.
Eis o
verso:
“O Governador ouviu com bondade essas palavras e respondeu: “Se
vos fiz guerra cruel de extermínio, devastando os campos e lançando em vossas
moradas o incêndio voraz, levou-me a isso vossa audácia somente. Já agora,
esquecidos os ódios, vos concedemos contentes a aliança e a paz que quereis e
sentimos vossa desgraça. Porém, deveis vós observar as leis que vos
dito.” Manda então que refreiem suas rixas contínuas que expulsem do peito
a crueldade e o hábito horrendo de saciarem o ventre, à maneira de feras
raivosas, com carnes humanas. Também lhes ordena que guardem os
mandamentos do Pai celeste e a lei natural
e ergam igrejas ao eterno Senhor das alturas em seu torrão natal; aí
serão instruídos na lei divina e de vontade abraçarão com os filhos a fé
de Cristo, porta única do caminho do céu, Além disso, tudo quanto roubaram
dos Cristãos às ocultas ou por assalto, em tantos anos, os próprios
escravos mortos ou devorados, tudo pagarão e mais os tributos.”
Para José Anchieta,
índios mereciam morrer porque comiam carne
humana
Para Anchieta, os índios que
escaparam do extermínio e se converteram ao cristianismo se tornaram puros.
No livro II, ele escreveu:
Assim se expulsou a paixão de comer
carne humana, a sede de sangue abandonou as fauces sedentas; e a raiz
primeira e causa de todos os males, a obsessão de matar inimigos e tomar-lhes
os nomes, para glória e triunfo do vencedor, foi desterrada. Aprendem
agora a ser mansos e da mancha do crime afastam as mãos os que há pouco no
sangue inimigo tripudiavam, esmagando nos dentes membros humanos. Há pouco
a febre do impuro lhes devora as entranhas: imersos no lodaçal, aí rebolavam
o fétido corpo, reso à torpeza de muitas, à maneira dos porcos. Agora
escolhem uma, companheira fiel e eterna, vinculada pelo laço do matrimônio
sagrado que lhe guarda sem mancha o pudor prometido.
Por isso,
Anchieta virou santo e o apóstolo do Brasil.