quarta-feira, 29 de maio de 2013
Google vence Xuxa.
O Superior Tribunal de Justiça decidiu a favor do Google em uma ação movida pela apresentadora Xuxa Meneghel.
Na ação, Xuxa pedia que o serviço removesse links para páginas onde ela aparece nua ou em cenas de sexo em fotos ou vídeos.
De acordo com a decisão do STJ, o Google não deve suprimir os resultados, pois não é o responsável pela publicação dos conteúdos, mas apenas uma ferramenta de pesquisa.
Na ação, protocolada em outubro de 2010, Xuxa pedia que o Google não indicasse nenhum link a partir de buscas combinando seu nome mais as palavras “pornografia” e “pedofilia”.
Essa pesquisa tem como resultado links para o filme "Amor Estranho Amor", filmado em 1979. Nele, a então modelo aparece em cenas eróticas com um garoto de 12 anos. A apresentadora ainda pode recorrer da decisão.
Recentemente, a atriz Carolina Dieckmann também pediu que o Google retirasse do ar links para as fotos roubadas onde ela aparecia nua.
Na ocasião, o Google declarou que não interfere em seus resultados. “O mecanismo de busca do Google é um indexador, ou seja, uma ferramenta que procura conteúdos disponíveis na internet”, afirmou a empresa.
via Brasil e Mundo
Cuba apresenta desenvolvimento em oftalmologia.
Os resultados das investigações de Cuba na especialidade de oftalmologia, será apresentado no XV Congresso Internacional e VII da especialidade, que se realiza a partir de hoje até a próxima sexta-feira em Havana.
Baseado no Palácio de Convenções de Havana, para participar da reunião científica das ilhas de 600 profissionais e um grupo de especialistas de 15 países , incluindo 37 palestrantes estrangeiros, anunciou Dr. Marcelino Rio, presidente da comissão organizadora.
O CEO também cubano Instituto de Oftalmologia Ramón Pando Ferrer, disse que entre os países estrangeiros são México, Estados Unidos, Colômbia, Espanha, Argentina, Itália e Canadá .
No dia da abertura, Marcelino Rio e Dr. Reinaldo Rios, diretor médico do "Pando Ferrer", dará uma palestra sobre o desenvolvimento de oftalomogía em Cuba.
Este ramo da medicina, a partir do surgimento da Missão Milagre, em julho de 2004, tem beneficiado milhões de pessoas de diferentes latitudes em ambos os centros nacionais como em outras aldeias, e continuar a fim de parar a cegueira no planeta .
Comentou o chefe da instituição que os pacientes no país têm sido os principais beneficiários da introdução de tecnologias, técnicas, serviços de visão renovada, de ensino e pesquisa e formação de recursos humanos.
27 e 28, no "Pando Ferrer" e Hospital Ameijeiras Brothers, tanto em Havana foram desenvolvidos cursos pré-conferência em cirurgia pediátrica e estrabismo, manual intervenção pequena incisão catarata, trauma ocular, úlceras graves da córnea: diagnóstico e opções de tratamento e prevenção de cegueira em Cuba.
Na última sessão serão apresentados os resultados das eleições realizadas recentemente na ilha do novo Conselho de Administração da Sociedade Cubana de Oftalmologia, para os próximos quatro anos.
(Com informações da Agência Cubana de Notícias)
Baseado no Palácio de Convenções de Havana, para participar da reunião científica das ilhas de 600 profissionais e um grupo de especialistas de 15 países , incluindo 37 palestrantes estrangeiros, anunciou Dr. Marcelino Rio, presidente da comissão organizadora.
O CEO também cubano Instituto de Oftalmologia Ramón Pando Ferrer, disse que entre os países estrangeiros são México, Estados Unidos, Colômbia, Espanha, Argentina, Itália e Canadá .
No dia da abertura, Marcelino Rio e Dr. Reinaldo Rios, diretor médico do "Pando Ferrer", dará uma palestra sobre o desenvolvimento de oftalomogía em Cuba.
Este ramo da medicina, a partir do surgimento da Missão Milagre, em julho de 2004, tem beneficiado milhões de pessoas de diferentes latitudes em ambos os centros nacionais como em outras aldeias, e continuar a fim de parar a cegueira no planeta .
Comentou o chefe da instituição que os pacientes no país têm sido os principais beneficiários da introdução de tecnologias, técnicas, serviços de visão renovada, de ensino e pesquisa e formação de recursos humanos.
27 e 28, no "Pando Ferrer" e Hospital Ameijeiras Brothers, tanto em Havana foram desenvolvidos cursos pré-conferência em cirurgia pediátrica e estrabismo, manual intervenção pequena incisão catarata, trauma ocular, úlceras graves da córnea: diagnóstico e opções de tratamento e prevenção de cegueira em Cuba.
Na última sessão serão apresentados os resultados das eleições realizadas recentemente na ilha do novo Conselho de Administração da Sociedade Cubana de Oftalmologia, para os próximos quatro anos.
(Com informações da Agência Cubana de Notícias)
URL para o artigo: http://www.cubadebate.cu/noticias/2013/05/29/cuba-expone-desarrollo-en-oftalmologia/
terça-feira, 28 de maio de 2013
Carta não perdoa Civita por entrega de sua cabeça à ditadura.
Mino Carta
Do Digitais PUC-Campinas
No Contraponto PIG
Em entrevista aos alunos da PUC-Campinas, o jornalista Mino Carta fundador das revistas Veja, Isto É, Carta Capital e Quatro Rodasconta que os donos da editora Abril Victor Civita e seu filho Roberto Civita o “venderam” em troca de um empréstimo de 50 milhões de dólares. No momento em que revive suas emoções, o Michelangelo das revistas perde o controle e afirma que duas vezes tentou bater no Roberto Civita “Minha cabeça foi vendida por 50 milhões de dólares.Eu tentei duas vezes dar um murro na cara do Roberto Civita, e ele fugiu! Escreve isso, ele fugiu”, conta Carta
O episódio culminou na saída do jornalista da editora Abril, Mino Carta que foi ele que se demitiu, não foi demitido como contam os Civita. Carta relembra que foi Richard Civita, irmão de Roberto, que, durante uma partida de tênis contaria para Carta sobre as dificuldades financeiras da editora Abril, o empréstimo de 50 milhões de dólares proposto pela Caixa Econômica Federal a mando dos líderes da Ditadura que só seria possível se os Civita aceitassem a troca: o dinheiro pela saída de Carta da Abril. Da primeira vez que toca nesse assunto não estoura em sentimentos e até brinca “Vocês viram como valho muito?”
A entrevista não foi apenas marcada por essa declaração, houve momentos de forte crítica as elites brasileiras e a sociedade. “Nós tivemos a pior elite do mundo. Os brasileiros são os herdeiros da Casa Grande né. Eu acho que a tragédia brasileira são três séculos e meio de escravidão e uma elite cafajeste, vulgar, prepotente, arrogante, incapaz, incompetente, muito incompetente, muito ignorante. Nossa elite é uma tragédia”, conclui o jornalista.
O italiano, radicado no país desde os doze anos analisa que o Brasil ainda não é uma nação por não ter uma identidade. Ele afirma que o povo brasileiro é infantil e estupidamente festeiro, colocando a culpa nas elites coloniais e da república velha. “Mas o problema do Brasil é que sofreu algo monstruoso que foram os três séculos e meio de escravidão. É que essa elite é tão calhorda que ela permitiu o inchaço das cidades. Então, há uma péssima distribuição da população brasileira dentro do território brasileiro, tão ruim quanto à distribuição de renda. A nossa distribuição de renda nos coloca ao nível da Nigéria e de Serra Leoa”, contextualiza Carta.
O diretor de redação da Carta Capital ainda condena os escolhidos pela presidente Dilma Roussef para compor a Comissão da Verdade. Na opinião de Mino Carta, os integrantes deveriam ser pessoas que estiveram envolvidas, sentiram os problemas. “E por que chama pilantras notórios? Nelson Jobim na comissão da verdade? Paulo Sérgio Pinheiro na comissão da verdade? José Carlos Dias na comissão da verdade? Isso é uma piada! Ou a Dona Dilma está confusa ou enganada, está sendo enganada ou está tudo errado”, defende o jornalista.
Mino Carta ainda critica as faculdades de jornalismo, afirma que os cursos de comunicação são corporativos e que foram criados pela ditadura. Apesar de analisar que não é mais possível acabar com os cursos, ele aconselha que o estudante faça uma graduação de História ou Ciências Sociais e apenas posteriormente fazer uma pós – graduação em Jornalismo. “Para a prática profissional o jornalista deve ter uma busca canina pela verdade factual, um espírito crítico, e o dever de fiscalizar o poder”
Apesar dos problemas com os Civita, o ítalo – brasileiro revela carinho com os veículos que criou. Ele afirma gostar da Veja que criou e da revista Quatro Rodas. “A Quatro Rodas foi um sucesso de mercado realmente. Era um momento muito oportuno, porque estava nascendo a indústria automobilística brasileira”, diz Carta que observa que as revistas criadas foram uma aventuras complicadas por levar muito tempo para se afirmar, como no caso de Veja e da Carta Capital. Mas brinca que sempre teve que inventar seus empregos: “São revistas que eu inventei para poder garantir um salário”.
Abaixo parte da entrevista, em Mino Carta conta da sua relação com Roberto Civita
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Danilo Zanini | Foto de Ubiratan MaiaDo Digitais PUC-Campinas
No Contraponto PIG
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Espanhol é ameaçado de morte por criar lâmpada que não queima.
Veja a entrevista onde ele fala sobre seu projeto.
domingo, 26 de maio de 2013
Grupos religiosos preparam ofensiva contra indicação de Barroso ao STF.
Incomodados com a escolha do advogado Luís Roberto Barroso para o Supremo Tribunal Federal (STF), grupos religiosos preparam uma ofensiva no Senado para tentar derrubar a indicação da presidente Dilma Rousseff.
Advogado constitucionalista, Barroso tem uma atuação marcante na área dos direitos humanos. Ele enfrenta resistência de católicos e evangélicos.
Senado lê indicação de Barroso para o STF e pode marcar sabatina
Escolhido para o STF defendeu causa gay e pesquisa com célula tronco
Escolhido para o STF defendeu causa gay e pesquisa com célula tronco
No STF, Barroso defendeu pesquisas com células-tronco e a equiparação das uniões homoafetivas às uniões estáveis convencionais.
"Vamos fazer uma espécie de dossiê com todas as declarações dele sobre os assuntos que nos são caros", disse o advogado Paulo Fernando, do grupo Pró-Vida, ligado à Igreja Católica. "Dificilmente o nome dele será derrubado, mas ele precisa saber que estamos de olho", disse.
Representantes do grupo católico esperam conseguir apoio especialmente de parlamentares ligados aos segmentos religiosos.
O nome do constitucionalista agradou aos ativistas gays, que o consideram "maravilhoso aliado da dignidade humana". "Foi a melhor pessoa para a nossa comunidade", diz texto de Toni Reis, secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
A indicação de Barroso foi lida ontem no plenário do Senado. Ele terá de passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, que deve ser realizada na metade de junho, e por uma votação no plenário. (MÁRCIO FALCÃO, JOHANNA NUBLAT e GABRIELA GUERREIRO)
via Folha
sábado, 25 de maio de 2013
Pense em Herzog antes de elogiar o 'espírito democrático' de Ruy Mesquita.
Morreu sozinho
No DCM
Li muitas coisas sobre a morte de Ruy Mesquita. A maior parte do que li poderia muito bem não ter lido, essa é a verdade – lugares comuns lacrimosos e sentimentais pouco vinculados à realidade.
De minhas leituras o que mais me incomodou foi o elogio ao “grande democrata” que “salvou seus jornalistas perseguidos”. (Aqui, cabe uma comparação com Roberto Marinho, que se gabava de cuidar, ele mesmo, de “seus comunistas”.)
Bem, é uma colocação amplamente absurda, e ofensiva para aqueles que não estavam sob o guarda-chuva de golpistas como Mesquita e Marinho.
Vamos ao caso célebre, o do jornalista Vladimir Herzog, da TV Cultura, torturado e morto por uma ditadura que provavelmente jamais se instalasse não fosse o trabalho de sabotagem antidemocrática feita por Ruy Mesquita e congêneres.
Fosse genuinamente democrático, Mesquita não tramaria, com seu jornal, contra um governo eleito nas urnas.
Ser democrático é, acima de tudo, respeitar as urnas.
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E então foi o fim para Herzog
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No livro Dossiê Geisel, que traz documentos pessoais dos anos do poder de Geisel, você pode ver o verdadeiro Ruy Mesquita.
Numa carta ao então ministro da Justiça, Armando Falcão, Mesquita fazia o elogio do general Castelo Branco, como se se tratasse de um De Gaulle e não do general ultraconservador que deu início a um pesadelo que duraria mais de duas décadas.
Nela, Mesquita mostrava outra traço forte seu e da família: o racismo arrogante. Ele se queixava a Falcão de que o Brasil, pós-Castelo, corria o risco de virar uma “Uganda”, ou uma “republiqueta hispano-americana”.
Canonizá-lo por haver dado uma mão a um ou outro jornalista do Estadão em apuros é um erro extraordinário.
A ditadura que perseguiu, torturou e matou tanta gente foi possível graças ao trabalho de boicotagem da democracia de pessoas como Ruy Mesquita. (A família Mesquita já tinha as mãos sujas no suicídio de Getúlio Vargas, aliás.)
Antes de louvar Ruy Mesquita, ou Roberto Marinho, por ter ajudado este ou aquele, pense em tantas outras pessoas que ficaram expostas à brutalidade que os barões da imprensa tanto contribuíram para que se tornasse realidade entre os brasileiros.
Pense em Herzog, por exemplo.
Na cela em que ele apareceu enforcado, depois de ser barbaramente torturado, ele estava sozinho, absolutamente sozinho – como tantos outros brasileiros que não tinham o telefone de Ruy Mesquita para ligar na hora do pesadelo.
Paulo NogueiraNo DCM
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