domingo, 13 de julho de 2014

Noam Chmsky: Barbárie em Gaza.

“Tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pelo Ocidente – para nossa vergonha infinita”

Por Noam Chomsky, traduzido por Antonio Martins no Outras Palavras
Às três da madrugada (horário de Gaza), de 9 de julho, em meio ao último exercício de selvageria de Israel, recebi um telefonema de um jovem jornalista palestino em Gaza. Ao fundo, podia ouvir o lamúrio de seu filho pequeno, entre sons de explosões de de jatos, atirando sobre qualquer civil que se mova e sobre casas. Ele acabava de ver um amigo, num carro claramente identificado como “imprensa”, voar pelos ares. E ouvia gritos ao lado de sua casa, após uma explosão — mas não podia sair, ou seria um alvo provável. É um bairro calma, sem alvos militares – exceto palestinos, que são presa fácil para a máquina militar de alta tecnologia de Israel, abastecida pelos Estados Unidos. Ele contou que 70% das ambulâncias haviam sido destruídas e, até aquele momento, mais de 70 pessoas [o número subiu para 120 na sexta, 11/7, segundo o Guardian] haviam sido mortas e 300 feridas – cerca de 2/3, mulheres e crianças. Poucos ativistas do Hamas, ou instalações para lançamento de foguetes, haviam sido atingidas. Apenas as vítimas de sempre.
É importante entender como se vive em Gaza, mesmo quando o comportamento de Israel é “moderado”, no intervalo entre crises fabricadas, como esta. Um bom retrato está disponível num relatório da UNRWA (a agência da ONU para refugiados palestinos) preparado por Mads Gilbert, o corajoso médico norueguês que trabalhou extensivamente em Gaza, mesmo durante os ataques mortíferos de Israel. A situação é desastrosa, por todos os ângulos. Gilbert narra: “As crianças palestinas em Gaza sofrem imensamente. Uma vasta proporção é afetada pelo regime de desnutrição imposto pelo bloqueio israelense. A prevalência de anemia entre menores de dois anos é de 72,8%; os índices registrados de síndrome consuptiva, nanismo e subpeso são de 34,3%, 31,4% e 31,45%, respectivamente”. E estão piorando.
Quando Israel está em fase de “bom comportamento”, mais de duas crianças palestinas são mortas por semana – um padrão que se repete há 14 anos. As causas de fundo são a ocupação criminosa e os programas para reduzir a vida palestina a mera sobrevivência em Gaza. Enquanto isso, na Cisjordânia os palestinos são confinados em regiões inviáveis e Israel tomas as terras que quer, em completa violação do direito internacional e de resoluções explícitas do Conselho de Segurança da ONU – para não falar de decência.
E tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pela Europa – para nossa vergonha infinita.





















































































sábado, 21 de junho de 2014

Bêbada, Lúcia Hippólito tenta criticar Lula ao vivo na CBN.


Candidato do PHS tinha carro Sial à sua sdisposição.



A amizade entre o candidato a governador pelo PHS, Silvio Barros II, e o empreiteiro Edenilso Rossi, preso ontem pelo Gaeco em Curitiba, é antiga. Até tempos atrás o ex-prefeito abrigava na garagem de sua residência, na Zona 2, um Cruze branco, de propriedade da Sial, colocado à sua disposição por Rossi; soube-se que o carro era usado pela mulher de Silvio. A proximidade é tanta que em 2006 o próprio Silvio teve que explicar aos vereadores que Rossi não era, como se comenta até hoje nos bastidores, proprietário da Transresíduos, empresa contratada sem licitação no início de 2005, logo após a eleição de SB II, por US$ 1 milhão. A foto acima, que mostra os dois entre Mário Alexandre e Ulisses Maia, foi publicada em 2008 no blog.

via Angelo Rigon