sábado, 29 de dezembro de 2012

Revista LD: José de Abreu fala da Ação Penal 470 e a participação da mídia no caso.



A revista Linha Direta edição 684 trás uma entrevista exclusiva com o ator petista José de Abreu. Ele comenta o governo Lula e Dilma e as transformações sociais trazidas por essas gestões. “O Lula resgatou o sonho de minha juventude. Eu não tinha mais esperança de estar vivo e ver o Brasil como a gente está vendo hoje! Ele resgatou meu sonho de ver um país mais justo, de acabar com a miséria, diminuir a pobreza e aumentar o emprego, ele transformou o Brasil em um país do futuro”. E sobre a presidenta, Abreu diz que “sua avaliação do governo Dilma não pode ser melhor. É mais até do que se podia esperar depois de ter um Lula, um operário ocupando esse posto”. O ator fala ainda sobre a Ação Penal 470, o julgamento no STF e o papel dos ministros no episódio que se tornou um espetáculo midiático durante o período eleitoral. “Foi uma atitude do próprio Joaquim Barbosa, e do próprio Supremo Tribunal Federal, de ter marcado exatamente para agora. Não tiveram nenhuma prudência. Era pra dosimetria da pena do Dirceu coincidir com o 2º turno, é que se atrapalharam e perderam o prazo”. Sobre o tema, há também uma avaliação com análises de grandes comunicadores como Paulo Henrique Amorim e Eduardo Guimarães. A Revista LD mostra que apesar da tentativa do STF, da mídia e da direita de criminalizar o PT, o Partido saiu vitorioso das Eleições 2012. Haja vista a conquista da Prefeitura de São Paulo, pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad e outras vitórias importantes como a reeleição de Luiz Marinho, em São Bernardo, a retomada da Prefeitura de Santo André, com o deputado estadual Carlos Grana, a continuidade do projeto petista em Mauá, com o também deputado Donisete Braga, e a conquista do quarto mandato petista em Guarulhos, com a reeleição do prefeito Sebastião Almeida. Leia ainda a entrevista exclusiva com o ex-ministro José Dirceu, que relata sua indignação com o julgamento do STF.Clique aqui e leia a edição 684 da Revista LD.

via GUERRILHEIROS VIRTUAIS

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Nomes de artistas que colaboraram com a ditadura são revelados em documentos.


Documentos da ditadura revelam nomes de colaboradores do regime no meio artístico. São citados Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo, entre outros

roberto carlos ditadura militar
A relação do hoje ‘rei’ Roberto Carlos com generais foi sempre amistosa
MINISTÉRIO DO EXÉRCITO
GABINETE DO MINISTRO
CIE/GB
ENCAMINHAMENTO 71/s-103.2.cie
FUNDO “DIVISÃO DE CENSURA DE DIVERSÕES PÚBLICAS”, ARQUIVO NACIONAL,
COORDENAÇÃO REGIONAL DO ARQUIVO NACIONAL NO DISTRITO FEDERAL, SÉRIE
“CORRESPONDÊNCIA OFICIAL”, SUBSÉRIE “INFORMAÇÕES SIGILOSAS”, CAIXA ÚNICA
Acervo Arquivo Nacional – COREG
Durante a ditadura militar no Brasil, alguns artistas viraram colaboradores do regime – seja por simpatizarem com os governos militares ou por pura covardia – passando informações sobre o que acontecia no meio artístico e participando de atos realizados nos quarteis.
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No documento em anexo produzido pelo Centro de Informações do Exército (CIE), classificado como informe interno e confidencial, o CIE reclama que alguns veículos intitulados pelos militares de “imprensa marrom” (tal qual O Pasquim) estariam fazendo campanhas contra alguns artistas amigos e colaboradores da ditadura.
O informe difundido para outros órgãos da repressão política sugere que esses artistas “amigos da ditadura” sejam blindados, protegidos.
(Vídeo) Roberto Carlos mostra sua consideração ao ditador chileno Augusto Pinochet
                                                   
No documento emitido pelo Centro de Informações do Exército são revelados alguns desses “colaboradores”,considerados pelos militares como amigos, aliados do regime. Segundo o documento, certos órgãos de imprensa estariam publicando matérias denegrindo a imagem de determinados artistas que se “uniram à revolução (sic) de 1964 no combate à subversão e outros que estiveram sempre dispostos a uma efetiva colaboração com o governo”.
São citados Wilson Simonal, Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo, Clara Nunes, Wanderley Cardoso e Rosemary.
Clique nos links ao lado para ler os documentos. (Link 1 / Link 2)

via Pragmatismo Político


Empresário do 'mensalão' nos correios e no caso Valec aparece nos R$ 16 milhões do Álvaro Dias.


Agora a casa do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) caiu, e com um empurrãozinho da própria revista Veja (sem querer).

O senador é réu em um processo judicial de disputa patrimonial, movido por uma filha, reconhecida através de exames de DNA. O processo poderia ser apenas mais um entre tantos, sem maior interesse público, não fosse o valor de R$ 16 milhões em causa, pois o senador tucano declarou à Justiça Eleitoral (e ao eleitor) ter um patrimônio de R$ 1,9 milhão, na última eleição que disputou. O aparecimento desta súbita fortuna causou perplexidade à nação brasileira, que pergunta: como o senador, da noite para o dia, aparece como um dos parlamentares mais ricos do Brasil?

Detalhe: o processo não está em segredo de justiça, ao contrário do que disse o senador em seu twitter, e não é uma mera disputa familiar. É uma disputa patrimonial graúda envolvendo mais 10 réus ao lado de Álvaro Dias, e quatro deles são pessoas jurídicas.

Uma das empresas ré na causa é a "AGP Administração, Participação e Investimentos Ltda.", de Alexandre George Pantazis, indicando que Álvaro Dias teve algum tipo de negócio com esta empresa envolvendo os R$ 16 milhões em questão.

Alexandre Pantazis é dono da empresa Dismaf - Distribuidora de Manufaturados Ltda. junto com seu irmão Basile, que era tesoureiro do PTB-DF.

A Dismaf foi objeto de uma reportagem da revista Veja (pág. 64, edição 2212 de 13/04/2011), acusando  a empresa de pagar propinas ao PTB sobre contratos nos Correios, no caso que deu origem ao "mensalão" a partir da gravação feita por um araponga de Carlinhos Cachoeira, que levou Roberto Jefferson a dar a entrevista em 2005. A reportagem foi baseado na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Declarada inidônea pelos Correios, a empresa não podia participar de licitações, mas ganhou uma na Valec (que constrói a ferrovia norte-sul) para fornecer trilhos. O fato foi alvo de auditoria na CGU e foi um dos motivos para demissão do ex-presidente da Valec, o Juquinha.

Só uma investigação sobre os contratos e quebra de sigilo bancário poderá esclarecer o real envolvimento do senador tucano com o dono da Dismaf, .

Agora o que vai acontecer? O Álvaro Dias e seus negócios com um dono da Dismaf será capa da próxima revista Veja?

via  OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

PM confunde bíblia com arma e mata catador de lixo.


Antônio Marcos dos Santos foi baleado no pescoço por um cabo da Polícia Militar. O PM teria confundido a bíblia que o trabalhador levava no bolso com uma arma

Um coletor de lixo de 42 anos de idade morreu na noite desta quarta-feira (26) depois de ter sido atingido por um tiro no pescoço disparado por um cabo da Polícia Militar.
catador lixo bíblia arma pm
Antônio Marcos dos Santos foi morto por carregar uma Bíblia. (Foto: divulgação)
Segundo informações da Polícia Civil, o coletor de lixo caminhava pela rua Felix Fagundes, em Avaré (SP), quando foi abordado por policiais militares.
No momento da abordagem, ele levantou os braços, demonstrando não estar armado. O cabo da PM, no entanto, teria visto uma Bíblia no bolso do homem e, ao confundi-la com uma arma, atirou.
O funcionário público foi atingido no pescoço. Ele foi socorrido pelos próprios policiais até o pronto-socorro da cidade, mas não resistiu e morreu na mesma noite.
O coletor de lixo foi enterrado no Cemitério Municipal de Avaré às 9h desta sexta-feira (28).
O cabo da Polícia Militar foi detido e encaminhado ao presídio militar ‘Romão Gomes’, em São Paulo, onde ficará até a conclusão das investigações.

Após PM confundir arma com bíblia e matar lixeiro, irmão pede justiça

A família do servidor público Antônio Marcos dos Santos, 42 anos, que foi morto por um policial militar em Avaré (SP), após ter sua bíblia confundida com uma arma durante uma abordagem, está revoltada. José Valdecir Corrêa, irmão do lixeiro, pede que providências sejam tomadas. “Queremos que o responsável pela morte do meu irmão pague pelo que fez. Nós queremos justiça”, disse o familiar.
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“Meu irmão nunca fez nada de errado. Saía para o trabalho, todos os dias, às 4h30 e voltava na hora do almoço. Sempre que dava, ele ia à igreja”, explicou durante o velório, nesta quinta-feira.
Agências
com Pragmatismo Político

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Globo exibe reprise de show de Roberto Carlos e ninguém percebe.



Um erro do operador de plantão provocou uma situação inédita na TV brasileira. Pela primeira vez uma emissora exibiu uma reprise, mas ninguém percebeu. O show de Roberto Carlos que passou ontem foi o mesmo do ano passado. Roberto abriu cantando emoções, usando o mesmo cabelo, a mesma cor e o estúdio tinha a mesma iluminação. As músicas foram as mesmas. Só os mais atentos repararam que o show era o mesmo. Agora começa a circular nas redes sociais um boato de que na verdade só existiu um único show de Roberto Carlos, que vem sendo reexibido exaustivamente desde então, sempre na época de Natal. A história ganhou força por causa de uma idosa que se reconheceu na platéia. “Na época que eu fui a esse show eu era adolescente”, disse ela.

via  Sensacionalista

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Por que metade dos brasileiros não confia no STF.

O julgamento do "mensalão" colocou o Supremo nos holofotes.E o que vimos foi desanimador.


                                                                        Fux                                                                                      


Os brasileiros tiveram um curso intensivo de Supremo em 2012. Seus integrantes foram alçados a um estrelato inédito pela cobertura dada ao julgamento do Mensalão. Fomos bombardeados com informações sobre o STF, e tivemos que aprender coisas como “teoria do domínio do fato” e “dosimetria”. Éramos, até 2012, especialistas em futebol e em economia. Passamos a dominar também o direito: há, em cada um de nós, um juiz. Perdemos mais que lucramos, no terreno das esperanças, ao descobrir o que é, verdadeiramente, o Supremo. Se já não tínhamos, justificadamente, confiança nos políticos, passamos também a desconfiar dos nossos máximos magistrados. Não surpreende uma pesquisa recém-saída do Ibope que apontou que metade dos brasileiros não confia no Supremo. Podia ser diferente? Não vou entrar no mérito das decisões no julgamento. Fico no terreno das informações objetivas. Soubemos que Joaquim Barbosa foi escolhido por Lula por ser negro. Soubemos também que ele se insinuou a Frei Betto, num encontro casual em Brasília, para fazer lobby por si mesmo. Descobrimos que é sempre assim, aliás. Os juízes rastejam pelo cargo. Imagino que os melhores entre eles – pelo menos do ponto de vista moral – recusem manobras subterrâneas em que há muito mais de baixa política do que de alto conhecimento. E então sobram os que ficaram expostos aos brasileiros em 2012. Luiz Fux, ainda mais que JB, é o símbolo maior disso. Num acesso confessional difícil de entender à luz da razão, uma vez que ele se autodesmoralizou pela eternidade, Fux contou a uma jornalista da Folha sua peregrinação pelo cargo. Não omitiu sequer o detalhe patético do choro ao receber a boa notícia. Reconheceu que procurou José Dirceu mesmo sabendo que teria que julgá-lo, num conflito de interesse sinistro. Um candidato ao Supremo batendo súplice à porta do mensaleiro-mor, que ele logo definiria como “chefe de quadrilha”? Todas as acusações contra Dirceu já eram de amplo conhecimento público. Mesmo assim, Fux foi atrás dele. Agora, o ministro Gilberto de Carvalho acrescenta mais um dado à biografia não exatamente inspiradora de Fux. Carvalho disse na tevê ao jornalista Kennedy Alencar que, em sua campanha pela vaga, Fux garantiu que absolveria os acusados por não haver provas. Segundo Carvalho, Fux afirmou que estudara bem o caso. Se sua indicação derivou disso, não é, evidentemente, um momento glorioso para a administração que o nomeou. Seria aquele caso clássico que Tancredo Neves definia como uma esperteza tão grande que come o esperto. Mas é ainda pior para Fux. O perfil de personalidade que emerge das informações sobre ele mostram um caráter frágil, titubeante, vaidoso, um homem cuja ambição leva a atos que, à luz do sol, provocariam engulhos. O Supremo é um embaraço para o Brasil. Não dá para fugir desse veredito doído, ainda que você concorde com as punições e considere que o PT pagou o justo preço por ter feito coisas que não deveria, já que uma de suas bandeiras era elevar a ética na política. Como transformar o STF numa instituição respeitável, e acreditada pelos brasileiros, é uma das tarefas mais espinhosas para o futuro do país. Para citar a grande frase de Wellington, quem acredita que esse trabalho será feito por homens como JB e Fux acredita em tudo.

via Diário do Centro do Mundo