terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Gilberto Carvalho diz ter ouvido de Luiz Fux,que absolveria os réus do mensalão.



O ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, revelou que Luiz Fux o procurou antes de ser indicado por Dilma Rousseff para o STF. Contou que, durante a conversa, o magistrado deixou claro que absolveria os réus do mensalão. Deu a entender que Fux dissera o mesmo a outros petistas com os quais se reuniu.
“A única coisa que eu posso dizer é que ele foi falar comigo também”, disse Gilberto Carvalho na noite passada, em entrevista ao repórter Kennedy Alencar, que pode ser assistida aqui. “Sem que eu perguntasse nada, ele falou pra mim o que falou pra todos os outros: que ele tinha estudado o processo, que o processo não continha prova nenhuma, que era um processo absolutamente sem fundamento e que ele tomaria uma posição muito clara.”
Durante o julgamento, Fux seguiu 99,9% dos votos do relator do mensalão, Joaquim Barbosa, condenando os réus. E Gilberto Carvalho: “Não vou julgar a consciência de um ministro do Supremo. Só posso narrar o que aconteceu factualmente comigo. Eu não pedi pra falar com ele, eu não perguntei essa questão pra ele. Essa é uma questão dele, que a consciência dele vai trabalhar.”
Em notícia veiculada no dia 2 de dezembro, a repórter Mônica Bergamo informara que Fux fizera uma campanha para ser promovido do STJ para o STF. Reunira-se com várias pessoas, entre elas dois réus petistas: José Diceu e João Paulo Cunha.  Fux não negou os encontros. Porém, diferentemente da versão difundida nos subterrâneos do PT, ele negou que houvesse assumido compromissos em relação ao julgamento do mensalão. É contra esse pano de fundo que soam as revelações de Gilberto Carvalho.
O ministro relatou também um diálogo que manteve com o ex-presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto. Os dois se encontraram no Planalto, durante a abertura da exposição de seis obras do pintor italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio (1571-1610), no dia 5 de outubro. Carvalho disse que se queixou a Britto.
“Eu tive ao longo desses anos uma amizade muito grande com o ministro Ayres Britto, eu reconheço as posições dele, muito importantes na questão dos direitos humanos, na defesa indígena, na questão da adoção, tivemos uma grande confluência. E foi assim que ele foi lá, na inauguração da exposição do Caravaggio”, esmiuçou Carvalho.
O ministro prosseguiu: “Quando a gente estava descendo a escada, a gente travou uma conversa, apenas eu e ele, onde [sic] ele me perguntou como é que eu estava.” Seguiu-se, de acordo com Gilberto Carvalho, o seguinte diálogo:
– Olha, Carlinhos, nós estamos muito mal e muito tristes por vocês terem marcado esse julgamento exatamente agora, no tempo das eleições. Não é pelo julgamento.
– Eu quis antecipar, mas não foi possível.
– Ó, Carlos, você é o presidente da Casa, você podia ter determinado.
– Mas fiquem tranquilos que nós sabemos separar aqueles que praticaram delitos de vocês.
– Ó, Carlos, nós e a opinião pública não separamos isso. Esses nossos amigos cometeram erros mesmo, mas não merecem esse tratamento que está sendo dado.
“Foi essa a conversa, basicamente”, encerrou Gilberto Carvalho. “Só quero salientar que mantenho pelo Carlos Ayres Britto, não importa que agora ele não esteja mais no Supremo, o respeito. Ainda que eu divirja profundamente da maneira como ele conduziu esse processo.”
No curso da entrevista, Carvalho repisou a tecla de que o mensalão não passou de “caixa dois”. Voltou a refutar as acusações feitas por Marcos Valério de que Lula teria autorizado os emprétimos fictícios do mensalão. A certa altura, o ministro foi instado a dizer o que pensa sobre quatro dos julgadores do processo no STF.
- Sobre o relator Joaquim Barbosa, declarou: “É uma pessoa que tem, a meu juízo, boas intenções, que eu tenho que respeitar, mas de quem eu divirjo profundamente na maneira como relatou o processo do mensalão, o foco que ele deu para o processo.
- Sobre o revisor Ricardo Lewandowski: “É um homem de coragem, um homem que soube nadar contra a corrente num momento muito difícil, que a história irá reconhecer como um verdadeiro juiz.”
- Sobre Ayres Britto: “É um humanista, um homem de grande capacidade e sensibilidade e que, a meu juízo, encerra sua carreira no Supremo conduzindo de maneira inadequada um processo.”
- Sobre Luiz Fux: “Prefiro não falar.”
No pedaço da entrevista dedicado à sucessão presidencial, Gilberto Carvalho declarou que o PT trabalha para ter o apoio do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) à reeleição de Dilma Rousseff em 2014. E declarou que, pessoalmente, não considera absurda a hipótese de o partido abrir mão da cabeça de chapa em 2018, para associar-se a uma eventual candidatura presidencial de Eduardo.
Carvalho contou que Lula “não leva a sério” a sugestão do marqueteiro do PT, João Santana, para que ele concorra ao governo de São Paulo em 2014. Confirmou que o ex-presidente voltar a corre o país, numa caravana programada para o início do ano. “O Lula não pode ficar longe do povo”, disse.
Sobre economia, Gilberto Carvalho informou que a previsão do Banco Central de que o PIB de 2012 crescerá apenas 1% “foi uma surpresa”. Chegou mesmo a pôr em dúvida a estimativa: “A gente ainda está um pouco perplexo, tentando aferir se realmente é esse o PIB real. Mas eu não sou economista nem técnico em estatística.”
Questionado sobre os erros do ministro Guido Mantega (Fazenda), que previra um crescimento econômico de 4% para 2012, Carvalho afirmou: “É evidente que isso cria um problema, não vou negar. Agora, o papel do Guido é fazer previsão dentro de um cenário que tem naquele momento. Não tem como, muitas vezes, naquele momento que faz a previsão, avaliar o conjunto de fatores que vão interferir…” Segundo ele, Dilma mantém a confiança em Mantega e não cogita substitui-lo.

via Portal Luis Nassif 

Feliz Natal para todos.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A casa tá caindo: Jornal Nacional terminará 2012 com a pior audiência em 8 anos.

via  TV Foco


A situação do Jornal Nacional não está muito confortável dentro da Globo. O jornal de maior audiência do País vem passando por uma fase de baixos índices. O telejornal comandado por Patrícia Poeta e Willian Bonner, marcou em 2012, a sua pior média de ibope dos últimos 12 anos, foram 28,1 pontos (até o dia 18 de dezembro). A pior audiência do JN havia sido em 2010 (29,8 pontos). A melhor foi registrada em 2006, quando a atração obteve 36,4 pontos.
E como já era de se esperar com os baixos índices da novela das 9 “Salve Jorge” e das 7 “Guerra dos Sexos”, os menores índices do ano do JN foram registrados nos meses de novembro (23,8) e dezembro (22,1).
Leia também:

domingo, 23 de dezembro de 2012

Aécio Neves no banco dos réus.Senador eleito é acusado de desviar R$ 4,3 bilhões.


A Promotoria de Justiça da Saúde entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves e a ex-contadora geral do estado, Maria da Conceição Barros.Na ação é questionado o destino de R$ 3,5 bilhões que teriam sido declarados na lei orçamentária como dinheiro repassado à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para investimentos em obras de saneamento básico. De acordo com a promotora Joseli Ramos Pontes, o repasse do dinheiro não foi comprovado.

Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais e que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá que explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009.

Devido à grandeza do rombo e às investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) desde 2007, por meio das Promotorias Especializadas de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público, o escândalo saiu do silêncio imposto à mídia mineira e recentemente foi divulgado até por um jornal de âmbito nacional.


Se prevalecer na Justiça o conjunto de irregularidades constatadas pelo MPE na Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual sob o número 0904382-53.2010 e a denúncia na ação individual contra os responsáveis pelo rombo contra a saúde pública, tanto o ex-governador Aécio Neves, quanto o candidato tucano Antônio Anastasia, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e a contadora geral do Estado poderão ser condenados por improbidade administrativa.

Dos R$ 4,3 bilhões desviados, R$ 3,3 bilhões constam da ação do MPE, que são recursos supostamente transferidos pelo governo estadual (maior acionista da Copasa) para investimento em saneamento básico, na rubrica saúde, conforme determina a lei, entre 2003 e 2008. Como a Justiça negou a liminar solicitada pela promotoria no ano passado, para que fossem interrompidas as supostas transferências, a sangria no orçamento do Estado não foi estancada.

De acordo com demonstrativos oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda, somente em 2009 a Copasa recebeu mais de R$ 1,017 bilhões do governo Aécio/Anastasia para serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde para cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000, à qual os estados e municípios estão submetidos, devendo cumpri-la em suas mínimas determinações, como, por exemplo, a aplicação de 12% do orçamento em saúde pública (a partir de 2004), considerada a sua gratuidade e universalidade. Em 2003 a determinação era que se aplicasse o mínimo de10% da arrecadação.

Da mesma forma que não se sabe o destino dos R$ 3,3 bilhões questionados pelo MPE, também não se sabe onde foi parar esses R$ 1,017 supostamente transferidos para a Copasa em 2009.

O cerco do MPE às prestações de contas do governo estadual iniciou-se em 2007, quando os promotores Josely Ramos Ponte, Eduardo Nepomuceno de Sousa e João Medeiros Silva Neto ficaram alertas com os questionamentos e recomendações apresentadas nos relatórios técnicos da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CAEO), órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desde a primeira prestação de contas do governo Aécio. Chamou-lhes a atenção, também, o crescimento, ano a ano, a partir de 2003, das transferências de recursos à Copasa para aplicação em saneamento e esgotamento sanitário.

Os promotores Josely Ramos, Eduardo Nepomuceno e João Medeiros querem que a administração do governo de Minas e da Copasa, conduzida na gestão Aécio Neves/Anastasia, devolva ao Fundo Estadual de Saúde os R$ 3,3 bilhões que é objeto da Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e que segundo eles podem ter sido desviados da saúde pública.

No pedido de liminar na ação, os promotores já antecipavam e solicitavam à Justiça que “seja julgado procedente o pedido, com lastro preferencial na metodologia dos cálculos apresentados pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, para condenar os réus, solidariamente ou não, à devolução de todos os valores transferidos à COPASA do orçamento vinculado às ações e serviços de saúde que não foram utilizados em saneamento básico entre os anos de 2003 e 2008, totalizando R$ 3.387.063.363,00 (três bilhões, trezentos e oitenta e sete milhões, sessenta e três mil e trezentos e sessenta e três reais), a serem depositados no Fundo Estadual de Saúde.”

Como o MPE encurralou o governo e Copasa

Para encurralar o governo do Estado e a Copasa, o MPE se valeu de sua autonomia investigativa e requereu às duas instituições as provas que pudessem revelar como foram aplicados os recursos públicos constantes das prestações de contas do Executivo e nos demonstrativos financeiros da empresa.

O que os promotores constataram foi outra coisa ao analisarem os pareceres das auditorias externas realizadas durante esse período: “Além disto, as empresas que realizaram auditoria externa na COPASA, durante o período de 2002 a 2008, não detectaram nos demonstrativos financeiros da empresa os recursos públicos que deveriam ser destinados a ações e serviços da saúde.”

As discrepâncias contidas nas prestações de contas do Estado levaram os promotores a consultar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à qual a Copasa deve apresentar seus demonstrativos financeiros e balanços anuais.

Em sua resposta à consulta, a CVM respondeu ao Ministério Público Ofício que “após análise de toda a documentação, não foram encontrados evidências da transferência de recursos da saúde pública para investimentos da COPASA, nos termos da Lei Orçamentária do Estado de Minas Gerais e na respectiva prestação de contas do Estado de Minas Gerais, conforme mencionado na consulta realizada por esta Promotoria de Justiça”.

Na página 26 das 30 que compõem a ação, os promotores afirmam o seguinte sobre a ausência das autoridades convocadas para prestar esclarecimentos sobre o assunto:

“Ressalte-se que a COPASA recusou-se a prestar informações ao Ministério Público sobre os fatos aqui explicitados. Notificado a comparecer na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, seu Presidente apresentou justificativa na data marcada e não compareceu.A Contadora Geral do Estado também notificada a prestar esclarecimentos, na condição de técnica que assina a Prestação de Contas, também apresentou justificativa pífia e não compareceu na data marcada. Finalmente, a Auditora Geral do Estado, que também assina as Prestações de Contas do Estado, que poderia e até deveria colaborar com a investigação, arvorou-se da condição de servidora com status de Secretário de Estado, por força de dispositivo não aplicável à espécie, contido em lei delegada estadual (sic) e não apresentou qualquer esclarecimento ao Ministério Público.”

Fabrício Menezes - Jornalista

Filha condena Álvaro Dias em caso de R$ 16 milhões.


Principal porta-voz da oposição, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que chegou a defender a CPI do caso Rosemary, foi condenado por não ter pago pensão a uma filha fruto de relacionamento extraconjugal com uma funcionária pública; ação judicial pede a anulação da venda de cinco casas em Brasília avaliadas em R$ 16 milhões e o acusa ainda de abandono afetivo


247 - A imagem que ilustra este texto é o retrato do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um parlamentar que se especializou em apontar o dedo para os outros. Até recentemente, esse papel era exercido pelo ex-senador Demóstenes Torres, que caiu quando foram descobertas suas relações promíscuas com o bicheiro Carlos Cachoeira. Com Demóstenes fora do jogo, o papel foi assumido por Álvaro Dias.
Recentemente, o senador tucano pediu a abertura de uma CPI para investigar o chamado Rosegate, sobre a secretária Rosemary Noronha. "É um escândalo de baixo nível, que expõe a postura descabida de quem preside o país, antes e agora", disse ele, que chegou a propor a coleta de assinaturas para a instalação de uma comissão sobre o caso.
Agora, no entanto, é Álvaro Dias quem está na defensiva. Ele foi condenado pela Justiça por não ter pago pensão a uma filha fruto de relacionamento extraconjugal com funcionária pública. A ação judicial pede ainda a anulação da venda de cinco casas em Brasília avaliadas em R$ 16 milhões – patrimônio relativamente alto para alguém que vive apenas da atividade política.
Ouvido pelo jornalista Claudio Humberto, Dias disse estar sendo alvo de "chantagem". Leia, abaixo, as notas na coluna de CH: 
Senador é réu
por pensão e
abandono afetivo
Habituado ao ataque, o senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, agora está na defensiva: foi condenado na Justiça pelo não pagamento de pensão a uma filha – ainda menor de idade – fruto de seu relacionamento com a funcionária pública Monica Magdalena Alves. O tucano responde a processos, em segredo de justiça, por abandono afetivo e corre risco de ter o seu patrimônio bloqueado.
Pensão paga
Álvaro Dias ficou indignado com a ação judicial contra ele. Conta inclusive que só de pensão paga dez salários mínimos por mês.
Nulidade
Em um dos processos, a filha do senador Álvaro Dias pede anulação da venda de cinco casas dele, no valor de R$ 16 milhões, em Brasília.
Chantagem
Álvaro Dias considera que tem cumprido seu dever de pai “rigorosamente”, o que o leva a concluir: “Isso é chantagem”.

via 247

Médico diz que o "Brasil pode ser 1º país a derrotar a Aids".

                                                Dr. Luiz Loures, médico especialista em cuidados intensivos
(Crédito da foto: Nicolas Lieber | Divulgação)


Médico brasileiro espera ver o fim da epidemia da Aids em 15 anos. O Dr. Luiz Loures foi escolhido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, para coordenar as políticas públicas da Unaids. A informação foi divulgada na coluna "equilíbrio e saúde", da Folha de S. Paulo.
A reportagem de Johanna Nublat informa que o médico vai assumir em janeiro a vice-diretoria executiva dos programas da entidade e também um cargo mais político, o de secretário-geral assistente da ONU.
Luiz foi um dos pioneiros no cuidado a pacientes com Aids no Brasil. Loures está há 16 anos na Unaids, hoje em Genebra.
O especialista diz que o Brasil tem condições de ser o primeiro país a declarar o fim da Aids. Mas, para isso, é preciso quase dobrar o número de pessoas em tratamento, investir em diagnóstico precoce e no fim do preconceito.
Dr Luiz Loures explica que "o teste de Aids tem de virar rotina. Não é bicho de sete cabeças, tem de haver mudança nesse sentido. Qualquer pessoa no mundo tem o direito e tem de saber se está ou não infectada. É aí que começa o fim da Aids, começa com cada indivíduo."
O médico também falou sobre dois desafios fundamentais. Segundo ele o primeiro é: "nos grupos mais vulneráveis, como o homossexual masculino. A discriminação ainda é o fator mais importante em muitos países, 78 países criminalizam a relação com o mesmo sexo. Não tem como pensar que o homossexual vai procurar o serviço de saúde se tem o risco de ser pego."
Já o segundo está relacionado ao usuário de droga: "a epidemia na Europa Oriental é a que me preocupa mais no panorama mundial. A questão fundamental é o seguinte: o usuário de droga é um problema de saúde, não é um problema de polícia," disse o especialista.
"Quem se trata não só cuida da sua saúde como corta a transmissão", ressaltou o Dr. Luiz Loures.

Bancos e mídia dizem que Dilma não sabe gerenciar a Economia.

CONSELHO EDITORIAL SUL-AMERICANO EM 15/12/2012.


GRANDE MÍDIA BRASILEIRA QUER JOGAR DILMA NUMA FRIA MAIS TERRÍVEL QUE A GEADA DE MOSCOU, DESTRUINDO A POPULARIDADE DELA QUE ALCANÇOU 78%. 

Os ataques coordenados pela grande midia brasileira contra a política econômica nacionalista adotada pela presidenta Dilma Roussef, de combate à especulação financeira, por intermédio da redução continuada dos juros, configuram crime  de lesa pátria, porque eles significam favorecimento à sobrevalorização da moeda nacional, cujas consequências representam aumento do endividamento público e desindustrialização nacional. 

Ou seja, pintaria o abismo fiscal, também, no Brasil, como acontece nos Estados Unidos. 

No momento em que o Banco Central americano  decide continuar com a expansão monetária – guerra cambial -  para combater a onda de desemprego na América , se Dilma segue a orientação pregada pelo poder midiático oligopolizado brasileiro, porta-voz dos interesses do poder financeiro, igualmente, oligopolizado  deixando a economia sem proteção, detona, consequentemente, o mercado interno, que a política nacionalista lulista-dilmista constrói como arma contra a crise global, a fim de favorecer as estratégias adotadas pelos governos dos países ricos, ameaçados por ondas deflacionárias. 

A grande mídia tupiniquim, anti-nacionalista, expressa a insatisfação da bancocracia patrocinadora da agiotagem, considerando Dilma intervencionista, responsável por um mal gerenciamento econômico que impediria os investimentos produtivos. 

Ou seja, uma construção mental distorcida, ideologicamente traidora, que, se implementada, trabalharia a favor dos interesses do capitalismo cêntrico, às voltas com excesso de produção, que precisa ser desovado na periferia por meio de ofertas monetárias excessivas, como as que estão sendo implementadas pelo governo Obama, de modo a desvalorizar o dólar e sobrevalorizar as moedas dos outros concorrentes. 

O mesmo fazem Europa e Japão. Dilma resiste e busca fazer igual ao que eles, lá fora, estão fazendo, isto é, jogando duro contra os especuladores, reservando a estes juro zero ou negativo para suas aplicações especulativas. 

O exemplo dado, durante a semana, pelo Banco Central Europeu, de supervisionar, de agora em diante, os bancos, cujas estratégias especulativas, desregulamentadoras, oligopolizadas, levaram o capitalismo ao colapso financeiro, coloca em xeque o discurso neoliberal, anti-nacional, abraçado pelo poder midiático brasileiro, colocado a serviço do poder bancário oligopolizado no Brasil, inconformado com a política nacionalista dilmista, decidida a estabelecer para os bancos uma outra possibilidade, ou seja, a de ganharem dinheiro, de agora em diante, não mais na especulação, mas na aposta na produção, coisa que, ao longo da história da Nova República, eles não fizeram. 

A reação do poder midiático oligopolizado à presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, também, se explica por ai, porque ao abrir possibilidades para outros grupos midiáticos surgirem, democratizando a oferta de informação, uma outra fonte informativa, nacionalista, entraria em cena. 

Certamente, onda sul-americana, nesse sentido, tende a ampliar-se. Tem lógica  uma Rede Globo, por exemplo, deter, em território nacional, mais de 120 empresas associadas, para sintonizar o discurso global anti-nacionalista, configurando crime de lesa pátria? 

O poder midiático que vive de concessão patrocinada pelo Estado nacional se coloca contra o próprio Estado nacional sob impacto da orientação econômica nacionalista.  Um novo tempo está chegando, minha gente.


via Sintonia Fina com Soa Brasil