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sábado, 10 de novembro de 2012

Valério entrega líderes tucanos para escapar de processo no STF.

Publicitário já condenado pelo STF na Ação Penal 470 tenta agora se beneficiar delatando líderes do PSDB envolvidos no chamado ‘mensalão tucano’, iniciado por ele durante a campanha de Eduardo Azeredo pela reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.


Minas 247 – Sem chances de obter benefícios com a delação premiada na Ação Penal 470, que ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF), o publicitário Marcos Valério, apontado como operador do esquema chamado de "mensalão", apela agora para a entrega de líderes do PSDB envolvidos no apelidado de "mensalão tucano", suposto esquema ocorrido durante a campanha do hoje deputado federal Eduardo Azeredo pela reeleição ao governo de Minas Gerais.
Tanto para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autor da denúncia do "mensalão" petista, quanto para o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, a sugestão de diminuir a pena de Valério em troca da colaboração do empresário tumultuaria o julgamento, que já está no final. Para Gurgel, porém, Valério poderia se valer da delação premiada nos processos que ainda não foram concluídos, como no caso da AP 536, que também tem Barbosa como relator.
De acordo com o advogado Dino Miraglia, de Belo Horizonte, "Marcos Valério está entregando todo mundo do PSDB", informou o jornal Correio do Brasil. "O esquema todo, para se livrar das penas que deverá receber quando esta ação for julgada (...). Na ação contra os tucanos, ele está contando tudo o que sabe", completou. Segundo Miraglia, "Minas está em polvorosa". Ele é responsável por uma petição para que o STF estabeleça a conexão entre o caso conhecido como "lista de Furnas" e o "mensalão tucano".
Numa carta publicada no blog do jornalista Luis Nassif, o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, confirma a delação de informações, inclusive de nomes. "Quanto ao chamado 'mensalão mineiro', o andamento do caso está em fase bem mais adiantada do que se imagina. A etapa das investigações já foi concluída, e nela Marcos Valério forneceu todas as informações, inclusive os nomes dos políticos ligados ao PSDB (deputados e ex-deputados) que receberam, em contas bancárias pessoais, recursos financeiros para custear as despesas do segundo turno da tentativa de reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998, tendo entregue as cópias dos depósitos bancários realizados".
Os casos do 'mensalão tucano' e da lista de Furnas possuem entre os envolvidos do partido, além de Azeredo, o hoje senador Clesio Andrade e Walfrido dos Mares Guia, acusados de crimes como assassinato, explosões, incêndios, perseguições e até suborno de magistrados da corte suprema, atos que vão muito além da compra de votos de parlamentares.

via 247

sábado, 3 de novembro de 2012

Parte da mídia quer Lula preso e Marcos Valério solto;pode isso?

                                                                                                                                                                         
Apoiado por veículos de comunicação que gostariam de ver Lula preso e Marcos Valério solto, o operador do mensalão pode ser beneficiado com a delação premiada, apesar das incongruências de seus depoimentos; segundo a revista Veja, Valério afirmou "nisso aí, eu não me meto não", ao ser convidado a repassar recursos a um dos acusados da morte de Celso Daniel; na edição deste sábado do Estado de S. Paulo, informa-se que recursos do mensalão foram repassados ao suposto chantagista; no STF, Marco Aurélio defende que ele "desembuche"


247 - Marcos Valério é hoje a última esperança dos adversários políticos do ex-presidente Lula, ainda que suas versões nem sempre sejam idênticas e nem mesmo possam ser comprovadas. Como se sabe, em 19 de setembro, Veja atribuiu a Valério uma suposta entrevista sem áudio, contendo acusações graves contra o ex-presidente Lula. Nesta semana, repetiu a fórmula, envolvendo Lula e seu braço direito no assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André.
Segundo a reportagem, Valério foi convocado por Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, a encontrar recursos para cessar as chantagens que estariam sendo feitas por Ronan Maria Pinto, empresário de ônibus de Santo André, contra Lula e Gilberto Carvalho. E teria respondido: "Nisso aí, eu não me meto não".
A versão que hoje estampa a manchete do jornal Estado de S. Paulo, no entanto, é diferente. De acordo com pessoas que teriam tido acesso ao depoimento secreto prestado por Marcos Valério ao procurador-geral Roberto Gurgel, o esquema operado por Marcos Valério teria, sim, repassado recursos para calar o suposto empresário que chantageava Lula e Gilberto Carvalho.
Esta é uma das contradições de Valério e pode ser uma estratégia para que ele obtenha o benefício do Sistema Nacional de Proteção a Testemunhas. Como teria informações sobre um crime bárbaro ainda não esclarecido, o operador do chamado mensalão obteria a vantagem. Não seria preso, poderia até mudar de nome e viveria sob a proteção do Estado.
Enquanto o Estado de S. Paulo informa que Valério repassou recursos a Santo André, a Folha estampa em sua manchete que ministros do Supremo Tribunal Federal consideram a hipótese de conceder a ele a proteção desejada. Um dos ministros ouvidos foi Marco Aurélio Mello. "Depois da porta arrombada, não adianta mais colocar o cadeado", afirmou. Marco Aurélio defende que Valério "desembuche" logo, contando tudo o que sabe.
Essa operação atende aos anseios de parte da mídia, que trocaria Marcos Valério por Lula, como argumentou Eduardo Guimarães em seu artigo "Lula, Valério, Cristo e Barrabás".

via 247