quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MEC estuda oferecer na internet vídeos com aulas de universidades.


MEC estuda oferecer na internet vídeos com aulas de universidades

 
O Ministério da Educação estuda disponibilizar na internet vídeos com palestras e aulas de universidades públicas federais. O projeto, chamado Universidade Livre, visa distribuir o conteúdo ao público em geral. A expectativa é que comece a funcionar ainda no primeiro semestre deste ano, de acordo com ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
“Desta forma, você poderá assistir a aula de qualquer professor em qualquer universidade do Brasil. Se quer um tema específico, entra lá e assiste a palestra. Serve para complementar o curso que está fazendo e isso vai multiplicar a capacidade pedagógica de aprendizagem. A iniciativa não substitui a universidade, não substitui a certificação que é o diploma, mas ajuda a reforçar o processo de aprendizagem”, explicou o ministro.
Mercadante explicou que as universidades terão autonomia para decidir se querem participar do projeto. O assunto, segundo ele, já foi discutido com reitores e foi recebido com “simpatia”.
O ministério promoveu hoje seminário sobre educação digital, que teve a participação do professor norte-americano Salman Khan, autor de mais de 3,8 mil videoaulas na internet, com 200 milhões de acessos. No evento, Khan defendeu o uso da educação digital como forma de democratizar o acesso ao ensino de qualidade. “O conteúdo ao qual o filho dos mais ricos tem acesso pode ser dado aos menos servidos de educação. Queremos tornar a educação, não em algo escasso, mas em um direito humano que todas as pessoas possam ter”, disse.
Graduado pelo renomado Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT, sigla em inglês) e com MBA pela Universidade de Harvard, Khan trabalhou no mercado financeiro antes de se tornar conhecido no mundo virtual por postar aulas sobre matemática, física, biologia, química e outras disciplinas, o que o levou a criar uma organização acadêmica. Na avaliação de Khan, ferramentas tecnológicas otimizam o tempo dos professores e contribuem para ampliar o contato entre aluno e professor e estimulam o aprendizado individualizado.
Cerca de 400 aulas do professor foram traduzidas para o português pela Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos. O material deverá integrar o conteúdo dos tablets a serem distribuídos, este ano, pelo Ministério da Educação (MEC) aos professores do ensino médio, informou Mercadante. As aulas podem ser acessadas gratuitamente na internet.
“É mais uma opção que o professor tem para ver boas aulas, práticas didáticas exitosas e isso vai enriquecer o repertório dele. Se o professor e a rede municipal ou estadual tiverem interesse de utilizar de uma forma mais intensa, o MEC está disposto a apoiar, não só essa plataforma, mas outras similares”, explicou o ministro.
Yara Aquino
No Agência Brasil

Repórter Carlos Dorneles move ação contra a Globo.

Uma ação  de R$ 1,1 milhão do repórter Carlos Dorneles contra a Globo.


                                                                                                                                                                                 


O gaúcho Carlos Dorneles, ex-repórter da Rede Globo, é autor de uma reclamatória trabalhista de vulto contra a Globo Comunicações e Participações. Contratado como pessoa jurídica, Dorneles busca o reconhecimento do pacto laboral com subordinação e, em decorrência, várias parcelas, entre as quais o recolhimento das verbas previdenciárias, o recolhimento do FGTS, 13º salário e parcelas indenizatórias.
A atuação de Carlos Roberto dos Santos Dorneles na Globo perdurou durante mais de 20 anos. O valor da causa é R$ 1,1 milhão.
O jornalista, nascido em Cachoeira do Sul (RS) em 1954, foi repórter da TV Globo desde 1983, após trabalhar na Folha da Manhã, no Zero Hora e na RBS-TV, em Porto Alegre. Foi correspondente internacional em Londres (1988-1990) e Nova Iorque (1991-1992).
Demitido da Globo em 2008, ele foi contratado pela TV Record SP em janeiro de 2009.
Derrotada nas duas instâncias ordinárias, a Globo obteve na semana passada, no TST, o reconhecimento de seu direito à oitiva de uma testemunha.
 
RR nº 1106-69.2010.5.02.0000 - Tramitação Eletrônica Processo TRT - Referência: RO-32800/2009-0069-02 Órgão Judicante: 7ª Turma Relator: Ministro Pedro Paulo Manus Recorrente: Globo Comunicação e Participações S.A. Advogado: Luiz Carlos Amorim Robortella Recorrido: Carlos Roberto dos Santos Dorneles Advogada: Gisela da Silva Freire.
O ministro Pedro Paulo Manus, da 7ª Turma, entendeu que a juíza de primeiro grau - ao recusar o depoimento de uma testemunha indicada pela empresa, presente na audiência de instrução, após acolher a contradita de outras duas - violou dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho. (RR nº 1106-69.2010.5.02.000).
Para entender o caso
* A disputa judicial teve início no ano passado. O jornalista sustenta que - em meados de 1988, durante o vínculo empregatício que já durava oito anos - recebeu determinação da Globo para que constituísse pessoa jurídica, como condição imprescindível para dar continuidade à prestação de serviços.
* Segundo Dornelles, "a empresa pretendia, com isso, economizar encargos fiscais e trabalhistas".
* Ao deixar a emissora em 2010, o repórter ajuizou reclamação trabalhista. A empresa, em defesa, negou o vínculo de emprego. Disse que o jornalista tinha total autonomia de trabalho, e podia decidir sobre a melhor forma de conduzir as pautas e até mesmo recusá-las.
* Ainda segundo a Globo, "o contrato como pessoa jurídica foi firmado por consentimento mútuo, devidamente registrado, perdurando de forma pacífica" e acusou o jornalista de litigância de má-fé.
* Na 69ª Vara do Trabalho de São Paulo, durante a audiência de instrução, a juíza ouviu uma testemunha da empresa e indeferiu a oitiva de outras duas, contraditadas pela parte contrária, por terem interesses pessoais na solução da demanda. A Globo, assim, pediu para que fosse ouvida outra testemunha - uma quarta pessoa - presente na audiência, mas a magistrada negou o pedido.
* Com base nos depoimentos de uma testemunha para cada parte, a juíza julgou parcialmente procedentes os pedidos do jornalista, reconhecendo a relação de emprego e condenando a empresa a pagar-lhe as verbas devidas.
* A Globo recorreu da decisão ao TRT da 2ª Região (SP), sem sucesso. Alegou que a juíza, ao ouvir a primeira testemunha e acolher a contradita de outras duas, deveria ter-lhe garantido o direito à oitiva de outra testemunha, pois as duas últimas não foram ouvidas, não alcançando, assim, o número de três testemunhas permitido pela CLT.
* O colegiado regional, no entanto, entendeu que não houve cerceamento de defesa e afirmou que o texto da CLT é claro no sentido de que “cada uma das partes não poderá indicar mais de três testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse número poderá ser elevado a seis” (artigo 821).
* O acórdão do TRT-SP adotou a tese de que a parte não tem o direito de ouvir três testemunhas, mas sim de indicá-las, e por isso “devem ser bem escolhidas, arcando a parte com eventual acolhimento de impedimento ou suspeição da testemunha, como no caso”.
* Este entendimento, no entanto, não prevaleceu no TST. O ministro Pedro Paulo Manus, ao analisar o recurso de revista da Globo, disse que a finalidade da norma, quando trata do limite de indicação de testemunhas, se refere à oitiva de três testemunhas. “O indeferimento de oitiva de testemunha da empresa, quando a reclamada apenas, efetivamente, teve colhido o depoimento de uma testemunha por ela indicada, viola o artigo 821 da CLT”, afirmou.
* Diante do entendimento, acolhido pela integralidade dos ministros da 7ª Turma, o processo foi anulado, desde a audiência de instrução, e será reaberto, na 69ª Vara do Trabalho de São Paulo, para possibilitar a oitiva da testemunha indicada pela empresa.
No Espaço Vital

Justiça condena blogueiro a indenizar Ali Kamel,chefão da Globo.


É inacreditável que Ali Kamel, diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste

Miguel do Rosário, em seu blog
Lembro-me como se fosse ontem quando o Cloaca fez uma descoberta incrível. Havia um Ali Kamel na década de 80 que protagonizara filmes pornográficos, entre eles o clássico, O Solar das Taras Proibidas. Além de ser homônimo do todo-poderoso diretor de jornalismo das Organizações Globo, ele era absolutamente igual! Mesmo rosto, mesmo tom de pele, mesmo formato de cabeça. E a juventude do ator batia com a idade atual do jornalista.
ali kamel globo
Ali Kamel, diretor geral da Rede Globo. (Foto: reprodução / web)
O Cloaca publicou o post com o vídeo, sem mais comentários, sem sequer mencionar o Ali Kamel da Globo. Era uma piada pronta. Uma piada inocente, mas poderosa e engraçadíssima, por razões que me recuso a dar, porque são óbvias, numerosas, e fazê-lo equivaleria a escrever uma tese sobre as piadas de português. Posso ser um blogueiro meio prolixo. Não quero também ser um chato de galochas!
Algo tão engraçado naturalmente logo se espalhou pela internet. Virou uma espécie de meme da blogosfera. E agora eu fico sabendo que, anos depois, o nosso querido blogueiro Rodrigo Vianna, responsável pelo blog O Escrevinhador, é condenado pela justiça a pagar uma indenização a Ali Kamel por danos morais! Razão: Vianna teria difamado Ali Kamel ao publicar em seu blog que este trabalhara em filmes “adultos” na juventude.
Ali Kamel pode acusar quem quiser, mas a Justiça aceitar tal disparate, e condenar Vianna por causa de um chiste de humor totalmente inocente como este, me parece uma perseguição política (não muito) velada. Mais que isso, parece um ataque hediondo ao humor político e à liberdade de expressão.
Leia também
Mais uma vez, vemos a Justiça desempenhando o triste papel de empregadinha dos poderosos. Ali Kamel mostrou-se indigno de ser comparado a um profissional da indústria pornográfica. O Ali Kamel do filme “adulto” é que deveria nos processar por compará-lo a um sacripanta.
É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Ruport Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!
Entendo que todos nós blogueiros devemos ser extremamente prudentes quando acusamos uma pessoa. Se Rodrigo tivesse acusado Kamel – sem provas – de surrupiar ipads do escritório da Globo, eu acharia justo que fosse condenado por danos morais. Não é o caso. A condenação não é apenas injusta, é insensata, arbitrária e antidemocrática. Espero, pelo bem da fé que tenho na justiça, que seja revertida. Vianna já avisou que irá recorrer, o que faz muito bem.
O problema é que tudo isso implica em altas despesas advocatícias, as quais constituem uma espécie de penalidade.
Vianna tem toda a solidariedade do Cafezinho. Mais ainda. O episódio deveria incentivar os blogueiros progressistas a se organizarem numa espécie de associação, para se defenderem de ataques sórdidos como esse. Uma associação também facilitaria a obtenção de contratos de publicidade e patrocínio, pois se um blog oferece pequena quantidade de visitas, duzentos blogs podem oferecer duzentas vezes mais. Farei um post amanhã amadurecendo melhor a ideia.

Com Pragmatismo Político

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Curitibanos travam guerra nas ruas e na internet contra movimento homofóbico da TFP; veja vídeo.

                                               

Na segunda-feira à noite (14), centenas de curitibanos enfrentaram nas ruas uma anacrônica marcha pela Tradição, Família e Propriedade (TFP). A manifestação da organização neofascista era contra o casamento gay (leia mais sobre isso clicando aqui). Houve empurra-empurra no entorno da Praça Tiradentes, no centro da capital paranaense, pois simpatizantes do movimento GLTB não toleraram a intolerância dos direitistas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Vou adotar um filho e nem o Papa pode me impedir".


No dia em que o Papa Bento XVI condenou a adoção de crianças por homossexuais, o deputado federal Jean Wyllys afirma que pretende adotar uma criança. “Vivemos num estado laico. Quero e vou adotar um filho. É um direito meu. E nem o Papa e nem ninguém pode impedir. Adoção é direito civil. Nenhuma igreja pode se sobrepor ao Estado”

Coincidência ou não, no dia em que o Papa Bento XVI condenou a adoção de crianças por homossexuais, o jornal Folha de São Paulo publica uma matéria com o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ativista e homossexual assumido, que afirma que pretende adotar uma criança quando completar 40 anos de idade. “Vivemos num estado laico. Quero e vou adotar um filho. É um direito meu. E nem o Papa e nem ninguém pode impedir. Adoção é direito civil. Nenhuma igreja pode se sobrepor ao Estado”, disse Wyllys.
deputado jean wyllys adotar filho
Deputado Jean Wyllys diz que pretende adotar filho. (Foto: Agência Câmara)
Para o deputado, o posicionamento do sumo pontífice da igreja católica ao condenar o posicionamento da suprema corte de apelação italiana que garantiu o direito de uma mãe homossexual de manter a custódia de seu filho, é uma das causas que contribuem para manter o preconceito e incentivar a homofobia contra o segmento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). “A homofobia ganhou secularidade e o que é pior, laicidade. O que existe é uma demonização dos homossexuais e do povo de santo. O catolicismo e qualquer outra religião tem o direito de achar que o homossexualismo é pecado e eu tenho o direito de achar que não é. O que não pode é que este posicionamento seja utilizado por grupos que reproduzem este comportamento de forma violenta ou homofóbica”, observa o parlamentar.
Como exemplo deste comportamento, Wyllys cita o último levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), um dos mais antigos a atuar em defesa dos direitos do semento LGBT, sobre o assassinato de homossexuais em todo o Brasil. Segundo a pesquisa, o número de mortes ligados a homofobia cresceu 27% em 2012 quando em comparação com o exercício anterior, chegando a 338 assassinatos. Desde 2005, os crimes do gênero subiram 317%.

Leia também

“Qualquer cidadão, seja heterossexual ou homossexual, está sujeito a sair de casa , ser assaltado e levar um tiro. Mas o homossexual está ainda mais exposto. Basta ser apontado como tal que a qualquer momento ele pode sofrer algum tipo de agressão unicamente por razões de gênero ou de escolha sexual. É um crime de ódio”, diz o deputado. Apesar disto, Wyllys reconhece que o incremento no registro deste tipo de crime pode estar ligado ao fato do grupo LGBT estar denunciando com mais vigor crimes desta natureza , diminuindo a subnotificação, bem como a uma maior intolerância por parte de alguns grupos sociais.
“Neste ponto a internet deu uma grande contribuição, um grande impulso, para que fosse criada uma reação contra uma situação que vivia escondida nos porões. Ela deu uma maior visibilidade a esta situação. Agora existe uma reação por parte do segmento LGBT , que deixou de ser um grupo invisível para a sociedade”, comenta. “Não queremos ter mais direitos que ninguém, mas queremos que haja uma igualdade válida para todos. Queremos apenas o cumprimento da Constituição, que veta o preconceito em todas as suas formas”, completa.
E é neste ponto que Jean Wyllys vai de encontro ao posicionamento tomado pelo Papa Bento XVI ao condenar a adoção de crianças por homossexuais. “A igreja não pode se imiscuir em questões referentes ao Estado. O Estado é laico. Isto é uma questão de direitos civis. Não pode haver uma discriminação desta natureza, que viole uma das cláusulas pétreas da Constituição que é indiscriminável”, defende. Apesar das críticas, Wyllys observa que os setores progressistas da Igreja e que atuam junto ao grupo LGBT possuem um posicionamento diferente do manifestado pelo Papa.
Paulo Emílio, PE 247

Israel assassinou Yasser Arafat,admite presidente.


Yasser Arafat foi assassinado pelos sionistas de Israel. Shimon Peres, presidente de Israel, assumiu publicamente que o governo israelense é responsável pela morte do líder palestino

A notícia de que os sionistas são os responsáveis pela morte de Arafat foi dada por ninguém menos do que Shimon Peres, presidente de Israel. Na sexta feira, 11 de janeiro, dia em que a resistência palestina entrou numa nova fase de luta contra a ocupação – a das ações diretas não violentas para tentar retomar suas terras, roubadas pelas autoridades israelenses –, Peres veio a público revelar que sim, os sionistas assassinaram o líder palestino Yasser Arafat.
yasser arafat assassinado israel
Presidente de Israel confessa que Yasser Arafat foi assassinado. (Foto: AFP)
Mais surpreendente do que a confissão foi o silêncio dos governos do mundo em relação a ela. Não houve nenhuma condenação formal, nenhuma indignação expressa em discursos diplomáticos, nada. Nem mesmo os grandes partidos palestinos se pronunciaram oficialmente, ao menos até agora. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP), chefiada durantes seus anos mais difíceis por Arafat, teve um fim de semana muito atarefado para emitir algum comunicado sobre o assunto: tentava convencer a União Europeia a trabalhar pelo fim imediato da ocupação militar israelense, depois que palestinos foram arrancados pela polícia sionista da vila de Bab Al-Shams, em seu próprio país.
Tem-se a impressão de que o assassinato da maior autoridade de uma nação pelo governo de um país estrangeiro é fato comum, sem nenhuma importância. Ou talvez os governantes do mundo não se tenham surpreendido com a confissão de Peres porque já sabiam do fato.
Mas exatamente por isso as condenações deveriam ser efetivas, como as sanções econômicas que o Conselho de Segurança da ONU gosta de impor a países escolhidos a dedo por sua independência em relação às políticas econômicas dominantes, gestadas em grandes centros financeiros mundiais, e à agenda das guerras: às drogas, ao narcotráfico, ao terrorismo, guerra sem fim. Todas destinadas a alimentar o caixa do complexo industrial militar do eixo Estados Unidos-Europa-Israel.
A confissão de Simon Peres não teve nem mesmo algum sinal de arrependimento pela trama sórdida que levou à morte de um ser humano. O presidente limitou-se a dizer que a decisão foi um erro estratégico por dois motivos: porque com Arafat era possível conversar e porque sua eliminação levou a uma situação “mais difícil e complexa”.
As declarações do presidente de Israel não teriam sido feitas, porém, se a rede de mídias Al-Jazeera, financiada pelo Qatar, não tivesse enviado para exame alguns pertences pessoais de Arafat. Realizado pelo Instituto de Radiofísica de Lausane, na Suíça, o exame revelou “uma elevada, inexplicável e insuportável quantidade de polônio 210 nos fluidos biológicos encontrados nos objetos pessoais do sr. Arafat”, como explicou François Bochud, diretor do instituto à Al-Jazeera. O polônio 210 é um elemento radioativo potente, capaz de matar em pouco tempo, e provoca os mesmos sintomas que Arafat começou a sentir em 25 de outubro de 2004. Em 11 de novembro, ele estava morto.
O programa que a Al-Jazeera levou ao ar em 3 de julho de 2012 rompeu o pacto de silêncio que havia em torno da morte do líder palestino. Por insistência de Suha, viúva de Arafat, seu corpo foi exumado por especialistas suíços e franceses em novembro do ano passado e amostras seguiram para análise. Os resultados confirmaram o envenenamento.
Esse fato, e as provas documentais de que Ariel Sharon, primeiro-ministro israelense à época da morte de Arafat, havia mandado assassiná-lo, trouxeram à tona aquilo que todo palestino já sabia e vem falando abertamente em conversas nas ruas, nas lojas, nos ônibus da Palestina. Faltavam apenas as provas, conseguidas agora, nove anos depois do crime.
Baby Siqueira Abrão, Brasil de Fato

Comunidade LGBT de Maringá denuncia prefeitura ao Ministério Público

Comunidade LGBT de Maringá denuncia prefeitura ao Ministério Público