Por Altamiro Borges
Finalmente, o comando da campanha de Fernando Haddad decidiu sair das cordas, acuado com as denúncias do chamado mensalão do PT, e utilizar o livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro, para desmascarar o falso moralista José Serra. Com isto, a obra que já vendeu mais de 100 mil exemplares e nunca ganhou qualquer destaque na mídia demotucana vai aparecer nas telinhas. A equipe do publicitário João Santana já teria produzido um comercial para a tevê que exibe a capa do livro junto à imagem do rival tucano.
Na semana passada, o livro foi indicado como um dos finalistas do Prêmio Jabuti na categoria melhor reportagem. Agora, ele vira peça da campanha nas eleições para a prefeitura de São Paulo. O comercial deverá irritar o irritadiço José Serra, que já tachou a obra de “lixo”. O livro revela como se deu o desvio de grana das privatizações no reinado de FHC para os paraísos fiscais. Com farta documentação, ele mostra que a filha, o genro e o tesoureiro de Serra foram beneficiários da maracutaia – os piratas da privatização.
Na mesma linha de uma campanha mais politizada, menos insossa, os programas de rádio e televisão de Fernando Haddad também exibiram neste fim de semana um comercial que associa a eventual vitória do tucano à volta do ex-presidente FHC e do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A inserção de 15 segundos ainda lembra que Serra poderia novamente deixar a prefeitura antes do fim do mandato. Em 2006, o tucano renunciou ao mandato para concorrer ao governo do Estado, rasgando um compromisso assinado e filmado. “Você vota, ele vai. Foge e abandona mais uma vez o cargo”, repisa a peça.
via Blog do Miro
domingo, 23 de setembro de 2012
CADÊ A FITA?VEJA MUDA DE ASSUNTO E DECIDE FALAR SOBRE SEXO.
Fonte 247
Depois de divulgar uma “entrevista” sem áudio negada por Marcos Valério e ser acusada de golpismo por seis partidos políticos, a revista Veja se cala e não apresenta provas das acusações feitas a Lula na semana passada. No lugar disso, faz uma capa sobre jogos de prazer, com duas referências a outros assuntos. Lula e o mensalão? Bom, deixa pra lá
Depois de divulgar uma “entrevista” sem áudio negada por Marcos Valério e ser acusada de golpismo por seis partidos políticos, a revista Veja se cala e não apresenta provas das acusações feitas a Lula na semana passada. No lugar disso, faz uma capa sobre jogos de prazer, com duas referências a outros assuntos. Lula e o mensalão? Bom, deixa pra lá
22 DE SETEMBRO DE 2012 ÀS 06:53
247 – Como adiantamos aqui no 247, o empresário Roberto Civita, dono do grupo Abril, decidiu jogar truco com a democracia brasileira, sem ter o Zap, a carta mais forte do jogo (leia mais aqui). Na semana passada, publicou uma “entrevista” de Marcos Valério, negada pelo próprio, acusando o ex-presidente Lula de chefiar o mensalão e comandar um caixa dois de R$ 350 milhões. Era uma tentativa clara de iniciar um golpe paraguaio (leia mais aqui) para impedir a eventual volta de Lula ao poder, seja em 2014, seja em 2018. E, ontem, um dos colunistas da revista, Ricardo Setti, publicou artigo roteirizando o golpe, com entrevistas, também em off, com juristas que indicariam os artigos do código penal nos quais Lula deveria ser enquadrado (leia mais aqui).
O que se esperava de uma publicação séria é que apresentasse as provas das graves acusações que fez a a um ex-presidente que deixou o cargo com 70% de aprovação popular. Veja, no entanto, decidiu mudar de assunto. Fez uma capa sobre sexo – o que é bom, é claro – com duas referências a outros assuntos: a queda dos juros dos cartões de crédito e o radicalismo islâmico. Mensalão? Que nada! Melhor mudar de assunto.
Há, no entanto, uma reportagem interna na revista Veja, apenas para que a vergonha não seja completa. Intitulada “O mensalão bate na porta”, o texto assinado por Daniel Pereira e Rodrigo Rangel diz que “Lula se cala diante das revelações do empresário Marcos Valério”.
Na verdade, quem se calou foi Veja, que colocou na boca de um empresário condenado por vários crimes frases que o próprio já negou e tentou incitar o ex-presidente Lula a bater boca publicamente com uma pessoa que não deve estar vivendo seu melhor momento emocional.
Ao contrário do que diz Veja, não houve silêncio. Ao contrário. Uma nota assinada por presidentes de seis partidos denunciou a tentativa de golpe paraguaio, iniciada por Roberto Civita, a partir de uma “entrevista” sem fita, sem áudio e que, provavelmente não existiu. Apenas uma trucada irresponsável sem Zap.
com Portal Luis Nassif
sábado, 22 de setembro de 2012
Plágio de logo olímpico do Rio gera polêmica no México.
Autor: Elisa Martins - Blog Lá Fora
Da série "nada se cria, tudo se copia", a prefeitura do município mexicano de Huatabampo, no estado de Sonora, apresentou o logotipo oficial da nova administração que será liderada até 2015 por Ramón Díaz Nieblas, ganhador das eleições locais em julho deste ano. Apesar da troca de prefeitos, o logo não é propriamente novo. Repare na imagem acima que o logotipo da prefeitura mexicana é praticamente idêntico ao dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, internautas falam claramente em "plágio" e criticam a postura da prefeitura. Em matéria do jornal Publimetro do México, o diretor de Comunicação Social do município de Huatabampo, Rogelio Preciado, explicou que a prefeitura contratou uma empresa local para criar um novo logotipo. O único pedido teria sido de que o emblema representasse "a alegria e que chamasse à união entre os huatabampenses". No mesmo texto, Preciado afirma que não teme multas nem demandas por parte do comitê olímpico brasileiro, já que "não houve dano nem má fé". Ainda assim, disse que no caso de um processo na justiça a empresa contratada é que deveria responder, não a prefeitura.
Há, inclusive, certo ar de comemoração na prefeitura deste município de menos de 90 mil habitantes em Sonora. Por causa da confusão, Huatabampo virou trending topic no Twitter. Rogelio Preciado afirma que agora pelo menos a cidade vai ficar conhecida em todo o México. O Comitê Rio 2016 não deve compartilhar a mesma alegria.
via Portal Luis Nassif
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Celso Antônio Bandeira de Mello desmente revista Veja.
O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello desmentiu nota publicada na na edição 2.287 da revista Veja informando que ele estaria redigindo um manifesto criticando a atuação dos ministros do STF no julgamento do mensalão.
Veja a nota "Direito ao esperneio" da coluna "Holofote" de Otávio Cabral.
Confira a declaração de Celso Antônio Bandeira de Mello.
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Do MigalhasUma notícia deslavadamente falsa publicada por um semanário intitulado "Veja" diz que eu estaria a redigir um manifesto criticando a atuação de Ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação que a imprensa batizou de mensalão e sobremais que neste documento seria pedido que aquela Corte procedesse de modo "democrático", "conduzido apenas de acordo com os autos" e "com respeito à presunção de inocência dos réus". Não tomei conhecimento imediato da notícia, pois a recebi tardiamente, por informação que me foi transmitida, já que, como é compreensível, não leio publicações às quais não atribuo a menor credibilidade.No caso, chega a ser disparatada a informação inverídica, pois não teria sentido concitar justamente os encarregados de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o início do Curso, já a conhecem, quais as de que "o mundo do juiz é o mundo dos autos" - e não o da Imprensa - e que é com base neles que se julga e que, ademais, em todo o mundo civilizado existe a "presunção de inocência dos réus".É esta a razão pela qual, sabidamente, indiciados não são apenados em função de meras conjecturas, de suposições ou de simples indícios, mas tão somente quando existirem provas certas de que procederam culposa ou dolosamente contra o Direito, conforme o caso. Pretender dizer isto em um manifesto aos Ministros do Supremo Tribunal Federal seria até mesmo desrespeitoso e atrevido, por implicar suposição de que eles ignoram o óbvio ou que são capazes de afrontar noções jurídicas comezinhas. Nenhum profissional do Direito experimentado, com muitos anos de profissão, cometeria tal dislate. É claro que isto pode passar desapercebido a um leigo ao preparar noticiário, mas não convém que fique sem um cabal desmentido, para que os leitores não sejam enganados em sua boa-fé.Celso Antônio Bandeira de Mello
Ato condena ataque de revista a Lula.
Segundo o presidente da CUT,Vagner Freitas,reportagem de "Veja" foi "tentativa da mídia de enfraquecer a classe trabalhadora".

São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou duramente a reportagem de capa publicada nesta semana pela revistaVeja, a qual associa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao mensalão com base em "supostas" declarações de "pessoas próximas" ao publicitário Marcos Valério. A crítica foi feita durante oato unificado das categorias em campanha salarial, realizado na Avenida Paulista. Segundo Freitas, a reportagem foi uma “tentativa da mídia de enfraquecer a classe trabalhadora”.
Vejam mais em Brasil Atual
O presidente da CUT critica jornalismo partidário de Veja (Foto: Gerardo Lazzari/RBA)
Vejam mais em Brasil Atual
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
"Revelações" e eleições.
Marcos Coimbra
O mais rumoroso evento político da semana passada, a publicação pela revista Veja de uma matéria contendo algumas declarações de Marcos Valério e muitas ilações a respeito do que ainda teria a dizer sobre o "mensalão", deve ser compreendido em função do momento que vivemos.
No front jurídico imediato, não tem significado. Quem entende do processo que corre no Supremo Tribunal Federal afirma que os votos dos ministros estão escritos e não mudariam porque um dos réus disse isso ou aquilo.
Nem se a questão fosse suscitada por um veículo com credibilidade. Não é o caso dessa revista, que se dedica apenas ao combate ideológico e que se desobriga, por essa razão, de honrar as regras do jornalismo. Para ela, vale tudo.
Não cabe especular sobre o que teria motivado Valério a falar — o que quer que tenha dito. Desinformado é que não está, considerando a qualidade dos advogados com que conta. Ele sabe que, a essa altura do processo, lançar suspeitas sobre Lula ou outras pessoas só aprofunda seus problemas.
Estamos entrando na hora decisiva do julgamento, quando a "fatia" política será avaliada pelos ministros. É agora que a suposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pretenso esquema de compra de votos de parlamentares — que teria existido entre 2004 e 2005, para aprovar medidas de interesse do governo — começará a ser discutida.
Desde a CPI, essa é a parte mais fantasiosa e frágil das denúncias. Por mais que alguns deputados oposicionistas tivessem tentado ligar pagamentos recebidos por partidos e parlamentares a votações específicas, nenhuma foi identificada com clareza. A completa falta de sentido de o governo pagar integrantes de sua bancada mais fiel para que votassem assim ou assado apenas ressalta a insipiência da hipótese.
Quanto à PGR, ela não conseguiu avançar um milímetro na demonstração dessa vinculação. Que benefício teria agora Valério estabelecendo-a, ainda que somente com base em declarações não substanciadas? Justo quando serão julgados os políticos acusados? O que ganharia confessando ser parte de uma quadrilha que cometeu um crime grave? Boicotar o trabalho da defesa? E a revista? O que ganha publicando a "entrevista" agora?
No tocante ao julgamento, nada. O ambiente de pressão sobre os juízes está construído e a matéria não aumenta o risco que correm de ser achincalhados se votarem em desacordo com o que ela deseja.
Isso, eles já entenderam.
Ou seja: para Valério e a revista, dentro da história do julgamento do "mensalão", ela é inútil (o que não quer dizer que não possa ter relevância nas guerras de longo prazo em que estão engajados — ele, tentando reduzir as provações que o aguardam, ela, na luta contra o "lulopetismo".
A matéria tem outra razão de ser.
Quem mora fora de São Paulo não entende a importância que a eleição de prefeito assume para quem faz política na cidade. Acham que é fundamental para o Brasil. Quem não é "serrista" não compreende a dor de ver seu preferido prestes a sofrer uma derrota humilhante. Se agarrando à tênue hipótese de derrotar Fernando Haddad e receber o voto petista para enfrentar Celso Russomano.
Chance remota? Pouca possibilidade? Não importa. O que puderem fazer para que ele ultrapasse Haddad farão. Não é difícil ver as ligações. José Serra traz o mensalão para sua propaganda eleitoral, na hora em que falham os velhos argumentos ("o mais preparado", "o líder nas pesquisas" etc.).
Na semana seguinte, a revista faz matéria bombástica, com capa pronta para a televisão. Que coincidência feliz. Que acaso extraordinário!
Vai dar certo? Pouco provável. Mas é o que têm.
(*) Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Portal Luis Nassif
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
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