sábado, 8 de junho de 2013

"Sou fruto de um estupro e a favor do aborto".

Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas. Um viés humano e sincero nesse momento em que se debate o projeto de lei do nascituro

Claudia Salgado, em seu blog
Minha mãe tinha 18 anos na época em que foi estuprada. Ela não foi a única que sofreu este tipo de violência na família: tenho uma tia que também foi humilhada e estuprada por mais de um homem, mas não teve frutos disso, a não ser o trauma e a vida quebrada.
Somos de uma cidade muito pequena no interior de Santa Catarina. Ela havia saído com minha tia para dançar em uma matinê e, quando voltou para casa, sofreu agressão física muito brutal do avô, que era militar e muito rigído com regras e com relação às filhas saírem de casa. A família era muito grande – eram 5 filhas no total – e havia muita preocupação com relação as filhas ficarem mal faladas.
Estou abrindo isso para mostrar como ignorância só gera ignorância. Meu avô não é má pessoa, mas ele era alcoólatra e muito severo com as meninas.
Minha mãe ficou desesperada depois da surra que tomou e decidiu fugir de casa com minha tia. As duas estavam muito machucadas e vulneráveis e se sentaram desoladas nas escadarias da Catedral no centro da cidade, onde estes dois homens se aproximaram de forma amigável e ofereceram amparo. Elas inocentemente aceitaram e foram passar a noite na casa deles, onde haviam mais homens. Foi quando toda a violência física ocorreu. Minha tia era mais forte e conseguiu fugir, mas minha mãe não conseguiu e foi violentada por mais de um homem. Somos tão parecidas fisicamente que ela mesmo lamenta o fato de nem sequer saber qual deles é meu pai.
Naquela época as coisas não eram bem explicadas – em sua maioria, eram omitidas. Minha mãe não contou a ninguém o ocorrido, pois, além da vergonha, ela ainda se sentia mortificada de medo de que não acreditassem nela. Ela era tão inocente que nem sabia que estava grávida, nem foi atrás de justiça, apenas se fechou. E quando a barriga ficou impossível de disfarçar, ela não pôde mais negar e outra vez passou por mais humilhação. Teve que sair de casa às pressas, pois meu avô queria matá-la. Eu não acho que, para ela, seguir a gravidez foi uma escolha, ela não entendia o que estava acontecendo e só teve essa opção.
Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade. E eu nunca me senti desejada. Minha infância ficou quebrada e minha vida, incompleta. Só soube dessa história quando tinha 11 anos. Até então, ela dizia que meu pai havia morrido num acidente enquanto ela estava grávida, o que eu sempre achei estranho, pois nunca havia visto uma foto ou algum registro de que ele realmente existira.
Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.
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“Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades. Hoje não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente” – Cláudia Salgado.
Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade, tivesse uma boa educação e nada me faltasse.
Sempre tive o sentimento de que ela se importava comigo, mas não me amava… E até hoje tenho este sentimento, mas hoje é mais compreensível porque, com o tempo, adquiri maturidade para entender o quanto isso foi danoso e o quanto deve ter sido difícil para ela ter que conviver com o fantasma de um ato bárbaro. É muito difícil lidar com a dor da rejeição, ela nos deixa realmente miseráveis… E mesmo que você tente se agarrar a seu orgulho, esbravejar que está tudo bem e ser indiferente a situação, não tem como: aquilo está ali, é a realidade da sua vida e você precisa aceitar.
Acho que nesse caso é visível que a ignorância gerou tudo isso. Se ela tivesse mais abertura em casa e direito de expressão, mais compreensão da parte dos pais, nada disso teria acontecido.
Não sei se cabe dizer que ela poderia ter escolhido interromper a gravidez, pois acredito que ela nem se quer sabia que isso era possível naquela altura. E também sei que no fundo ela não se arrependeu, porque não fui uma filha ruim e nunca dei trabalho ou fiz algo que pudesse fazer com que ela se arrependesse de eu ter nascido. Pelo contrário, minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim. Quem me criou foram meus avós, minha mãe teve mais um papel de provedora, pois sempre trabalhou muito para garantir que nada me faltasse.
Acho apenas que ela deveria ter se empenhado mais em achar estes bandidos, mas, ao mesmo tempo, acredito que ela estava muito fragilizada naquele momento e não tinha condições de lutar por nada além da nossa sobrevivência. E devo confessar que sou uma pessoa de sorte, pois não tive um pré-natal e nasci muito saudável.

O PROJETO DE LEI DO NASCITURO

Acho esse projeto de lei um grande equívoco. Acredito que as mulheres deveriam ter suporte financeiro e emocional do governo para tomarem a decisão que melhor fosse conveniente a elas, especialmente num caso de estupro, em que deveria ser totalmente amparada e ter o direito de escolha de continuar ou interromper a gravidez. Não se trata apenas de receber uma esmola do governo, vai muito além disso…

A FAVOR DO ABORTO

Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. Eu sei o quanto foi horrível e quantas vezes desejei não ter nascido, pois acredito que a vida da minha mãe teria sido muito melhor se isso não tivesse acontecido. Ela teria tido mais tempo para concluir os estudos, fazer coisas que uma jovem da idade dela faria se não tivesse um filho nos braços. Ela não teria passado pela dor da reprovação, pela humilhação que passou e teria muito mais chance de ter formado uma família e ter um lar ajustado. Demorou muitos anos até que ela conseguisse (eu já era adolescente quando ela conheceu uma pessoa, com qual ela já está há 12 anos e tem outra filha). Ela também acabou de se formar em Direito, aos 47 anos de idade. Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades.
Eu fiquei extremamente sequelada, e não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente. Me sinto extremamente insegura e tenho muita resistência ao assunto. Sempre digo que só terei um filho se algum dia estiver em uma relação estável com alguém que queira muito, que me passe essa segurança.

O QUE PODEMOS FAZER

Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?
Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.
Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.

Ovni atinge avião comercial na China.

A aeronave estava a uma altitude de 26 mil pés (oito mil metros) quando foi atingida pelo objeto não identificado; veja imagens
Avião foi atingido por ovni na ponta / Reprodução/YouTubeAvião foi atingido por ovni na pontaReprodução/YouTube
Um Ovni (objeto voador não identificado) atingiu a ponta de um avião comercial na China, no início desta semana, entre Chengdu e Guangzhou.

A aeronave estava a uma altitude de 26 mil pés (oito mil metros) quando foi atingida pelo objeto não identificado.

Leia mais: 

Ovni aparece e assusta moradores na ColômbiaDefesa e ufólogos debatem sobre óvnisOvni é visto ao lado da Torre Eiffel
O incidente aconteceu pouco após a decolagem. Ninguém ficou ferido e o avião conseguiu pousar, segundo a imprensa local. 
Ponta da aeronave ficou destruída
Ponta da aeronave ficou destruída - Reprodução/YouTube
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Indignados com postura de Pupin,servidores do Samu seguem rumo à paralisação.

Dirigentes do SISMMAR têm ido, com frequência, ao Samu para conversas com os servidores(as), que seguem motivados a encaminhar a greve. Assembleia nesta sexta-feira (7) – veja no cartaz os detalhes – definirá a data da paralisação.

Leia o que já foi publicado sobre o Samu

A situação do Samu é crítica e a categoria está indignada com a postura do prefeito Pupin (PP). A administração municipal tem dito que os trabalhadores(as) são radicais ao falar em greve. Essa alegação é inaceitável, pois há 8 anos a categoria vem apresentando os problemas do Samu à administração, que nada tem feito.

Na prefeitura, entre as chefias, há quem diga que os servidores(as) do Samu só querem aumento. Outra mentira!A grande maioria das reivindicações da categoria é por condições de trabalho dignas, sem as quais não é possível prestar um atendimento adequado à população. 

via SISMMAR

"Algumas meninas gostam de ser estupradas",diz juiz de Israel.

Juiz causa polêmica em Israel ao afirmar, durante audiência de um caso de estupro de uma menor, que “algumas meninas gostam de ser estupradas”

Um juiz causou polêmica em Israel ao afirmar, durante a audiência de um caso de estupro de uma menor, atualmente com 19 anos, que “algumas meninas gostam de ser estupradas”. Nissim Yeshaya, embora esteja aposentado, continua atuando em alguns casos de apelação institucionais no Distrito de Tel Aviv, segundo o site Ynet.
juiz israel meninas estupradas
Juiz de Israel Nissim Yeshaya diz que “algumas meninas gostam de ser estupradas” (Foto: Divulgação)
Em meio a uma audiência ontem da Comissão de Apelação da Previdência Social, na qual a vítima não estava presente, o magistrado surpreendeu os participantes com o comentário, que gerou protestos. A presidente da comissão parlamentar para o Status da Mulher, Aliza Laví, pediu à ministra da Justiça, Tzipi Livni, que interdite imediatamente Yeshaya.
A jovem, hoje maior de idade, tinha 13 anos quando foi violentada. Sua advogada, Aloni Sadovnik, descreveu a declaração do juiz à rádio do exército israelense: “No meio de um debate acalorado, o juiz diz de repente alto e para todos os presentes ouvirem, ‘Há algumas meninas que gostam de ser estupradas”.
“A sala ficou em silêncio”, acrescentou a advogada, detalhando que “inclusive os (outros dois) membros do tribunal (de apelações) ficaram calados por vários minutos. Ele nem sequer percebeu o que acabava de dizer. Não entendia por que todo mundo estava em silêncio ao mesmo tempo”. A advogada da vítima detalhou que os outros dois juízes administrativos tentaram de acalmar os ânimos e minimizar o prejuízo das declarações de seu companheiro.
Comentários “mal interpretados”
Yeshaya, que se desculpou hoje, afirmou sobre o escândalo que “não é sério”. “Estão tentando conseguir publicidade as minha custas. Eu não acho que a vítima de um estupro não sofre danos com ele ou que o estupro não é um crime grave. (Meus comentários) foram mal interpretados”, alegou.
A Administração de Tribunais disse que o juiz não tinha intenção de ofender a vítima de estupro e que lamentava os comentários. A ministra de Cultura e Esporte , Limor Livnat, considerou “assustadoras e escandalosas“, as declarações e também intercedeu para que o juiz passe para aposentadoria definitiva.
“As vítimas de estupro sofrem severos traumas psicológicos. É difícil imaginar o dano causado por esse comentário, que poderia dissuadir outras vítimas de abusos sexuais (de denunciar os crimes)”, criticou.
O juiz era o candidato preferido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a presidir o Tribunal interno do partido Likud, mas hoje o governante retirou seu apoio porque “uma pessoa que se expressa assim não merece o cargo”.
Agência Efe

domingo, 2 de junho de 2013

Oposição quer proibir pobre de votar.


Movimento virtual sugere a "suspensão do título de eleitor de beneficiários de programas sociais do governo", para dar fim ao "voto de cabresto" e garantir "eleições justas" em 2014; mas, se, por um lado, a medida impediria que um programa como o Bolsa Família fosse usado eleitoralmente, por outro ela devolveria o País a 1824, quando foi instituído o Sufrágio Censitário, que impedia pobre de votar; boato sobre extinção recolocou programa em pauta.

247 - Os boatos sobre o fim do Bolsa Família, que levaram milhares de beneficiários a agências da Caixa em maio, trouxeram de volta aos holofotes o programa de transferência de renda encarado como um dos maiores trunfos eleitorais do PT nos últimos pleitos. Diante da expectativa para mais uma eleição, a comoção causada pelos boatos levou um grupo de internautas a sugerir um movimento para tentar evitar que o programa seja usado como moeda de troca.
"Quem recebe bolsa não deve votar", propõe a campanha pela "suspensão do título de eleitor de beneficiários de programas sociais do governo". A proposta pretende dar fim ao "voto de cabresto" e garantir "eleições justas" em 2014. Como já virou tradição na internet brasileira, a questão já foi parar em petição pública simbólica, de apenas 100 apoiadores, no Avaaz.org. O prolema é que se, por um lado, a medida impediria que um programa como o Bolsa Família fosse usado eleitoralmente, por outro ela devolveria o País a 1824, quando foi instituído o Sufrágio Censitário, que impedia pobre de votar
Na página do Facebook, a proposta recebeu apoio. "O povão tem que entender que se aplicada essa ideia quem estiver no poder terá que manter esses auxílios para que os que estiverem na oposição não os usem como promessa de campanha", escreveu um internauta. "Não posso dizer se é bom ou não receber bolsa família e ficar em casa tranquilo, pensando no que não irei fazer hoje. Isso porque, além de não receber bolsa família, trabalho três turnos, como professor, para levar o sustento para minha casa", escreveu outro, dizendo que receber sem trabalhar é coisa de "vagabundo".
Mas a sugestão parece ter gerado tantos protestos quanto adesões entusiasmadas. "Quem passava fome podia votar? Agora que estão tendo o que comer querem tirar o direito de voto? Corta essa moçada. Tenham um pouco de compaixão nesses corações", escreveu um crítico da ideia. "Tem de ter bolsa família sim. Distribuição de renda num país no qual 70% da riqueza fica em mãos de apenas 1% da população", disse outra. De que lado você fica?

via 247

Polícia turca atropelou manifestantes com uma van.

Desculpe a compartilhar isso, mas o governo turco está censurando a mídia e isso vai ter que saber. veja o vídeo como a polícia turca atropelou manifestantes  com uma van





                                          


via Webguerrilheiro

sábado, 1 de junho de 2013

Justiça proíbe internauta de se manifestar no Facebook.

                 Liberdade de expressão na internet brasileira: ainda não há legislação específica sobre a questão.
                                                                  (foto: divulgação)

Internauta não pode fazer críticas no Facebook, decide Justiça. Construtora conseguiu que cidadão fosse proibido de se manifestar sobre sua obra


Na quarta-feira, 15, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a proibição do engenheiro agrônomo Ricardo Fraga Oliveira, de 49 anos, de se manifestar nas redes sociais contra um empreendimento imobiliário na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Oliveira foi proibido de mencionar o assunto em suas páginas online e de circular no quarteirão da obra. Seu perfil no Facebook segue fora do ar. A determinação levanta, mais uma vez, a discussão sobre liberdade de expressão na internet no Brasil.

Em junho de 2011, Oliveira iniciou o movimento O Outro Lado do Muro para questionar o uso de uma área de 10 mil metros quadrados para a construção do Ibirapuera Boulevard. No muro do terreno, ele colocou uma escada para que as pessoas olhassem por cima e opinassem sobre o uso do espaço. “Nossa ideia não era parar obra nenhuma, era fazer uma reflexão sobre a ocupação do espaço urbano”, diz Oliveira.

A construtora Mofarrej afirma que as manifestações afugentavam clientes e as publicações no Facebook eram ofensivas e caluniosas. “O direito de expressão tem um limite, pois há o direito da empresa de livre iniciativa”, afirma Daniel Sanfins, advogado da empresa. O caso retorna agora à primeira instância. “Essa decisão pode abrir um precedente perigoso para a liberdade de expressão, pois a limita de forma muito forte”, diz Renato Silviano, advogado de Oliveira.

Decisões envolvendo a retirada de conteúdo online são recorrentes no País, mas proibir um cidadão de se manifestar na internet ainda é um campo novo.
No mês passado, o advogado Cassius Haddad, de Limeira (SP), processado por ofender o promotor Luiz Bevilacqua e fazer críticas ao Ministério Público no Facebook, foi proibido de acessar redes sociais, sob pena de prisão preventiva. Após duas semanas, foi liberado a usar a internet, mas ainda não pode mencionar o Ministério Público nem o nome de Bevilacqua.

Lei

Não há legislação específica para tratar da liberdade de expressão na internet no País, o que faz com que os critérios de decisão pareçam, por vezes, nebulosos. O Marco Civil da Internet, projeto de lei que surgiu há três anos com o objetivo de regular temas como liberdade de expressão online e privacidade, está parado no Congresso.

No Brasil, a Justiça tem entendido que provedores como Google e Facebook precisam remover o conteúdo ao serem notificados. As decisões judiciais, de maneira geral, dizem que é responsabilidade das empresas avaliar as reclamações.

No ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul ordenou a prisão do diretor de operações do Google no Brasil, Fabio Coelho, por não retirar do ar vídeos do YouTube que atacavam o candidato a prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP). A área eleitoral é um dos pontos mais críticos. No segundo semestre de 2012, o Brasil fez ao Google 697 pedidos de remoção de conteúdo. Quase metade (316) se baseava no Código Eleitoral.

“Muitas vezes a Justiça censura opiniões pois entende que ofendem a reputação de alguém e, com isso, abafam críticas de relevância social. Mas opiniões e críticas são protegidas no Direito Internacional”, diz a advogada Camila Marques, da ONG Artigo 19, que defende a liberdade de expressão.

Bruno Magrani, pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio, diz que o problema não é a falta de legislação. “O problema é a forma com que o Judiciário interpreta a liberdade de expressão no Brasil. Existe um entendimento de que ela é um valor menor.”