sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A estranha obsessão pelo que os gays fazem na cama.


Por que essa obsessão pelo que os gays fazem na cama? Muitos homófobos, que fazem uma grande exibição de repulsa diante das “práticas desnaturadas”, escondem sua culpa atrás de sua fúria

As discussões sobre a emancipação homossexual nos ensinaram, no mínimo, que o pênis ocupa um grande espaço na imaginação conservadora. Como a torre escura de Mordor, ele paira sobre tudo o mais, preenchendo a mente e obstruindo a luz. Os que tentam fingir que não, sempre tropeçam em seus próprios pés chatos.
Não é verdade que nós “só pensamos em sexo”, protestou a jornalista católica Melanie McDonagh em The Spectator. Sem corar, ela se dedicou a demonstrar que quase não conseguia pensar em outra coisa. A sociedade deveria tolerar homens e mulheres cuja atração pelo próprio sexo não é expressa em relações sexuais, ela explicou, ao iniciar uma discussão sobre os pintos dos vigários. Se um vigário usar seu pênis para fazer sexo “sem o objetivo de procriação”, porém, ele deve deixar a Igreja. Sua obsessão pública pelo que as pessoas educadas antigamente chamavam de “partes privadas” importaria menos se não fosse compartilhada por todas as religiões e por muitos membros da imprensa conservadora e do partido Tory.
casamento gay homossexual
Chen Ching-hsueh e seu parceiro, Kao Chih-wei, mostram cartaz com a inscrição “devolvam meu direito de casamento”. Eles foram ameaçados de morte após tornarem pública a luta para se casarem em Taiwan. Foto: Sam Yeh / AFP
A Igreja Anglicana é muito mais liberal que o judaísmo ortodoxo, o catolicismo e todas as versões do islamismo. Entretanto, acredita em uma versão modificada do credo de McDonagh. Um vigário pode ter uma parceria civil, admitiu a Igreja no início deste mês. Mas se ele desejar que seus superiores o elevem ao bispado, deve submeter sua vida sexual a um exame cruzado. Somente se puder lhes dizer que se abstém de sexo será promovido.
Essas questões envergonham o interrogador mais que ao interrogado. Imagine se você fosse procurar um emprego e o entrevistador dissesse que você era ideal para o cargo, mas tinha de lhes dizer com quem fez sexo e quando o ato sujo ocorreu pela última vez, para que pudessem contratá-lo. Por que alguém que não seja um voyeurperguntaria sobre isso? De maneira igualmente pertinente, diante da comoção sobre o casamento gay, quem desejaria insistir que os gays e as lésbicas devem ser os únicos grupos que não podem desfrutar plenos direitos civis?
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A resposta sedutora que atraiu igualmente autores gays e héteros se resume na explicação que uma paciente do psicanalista Stephen Grosz deu para a reprovação de seu pai a seu relacionamento: “Quanto maior a frente, maiores as costas”. Ela havia descoberto que seu pai desfrutava secretamente o tipo de caso que ele a condenara por praticar abertamente. Estava escondendo sua culpa atrás de sua fúria.
Muitos homófobos, que fazem uma grande exibição de repulsa diante das “práticas desnaturadas”, imitam esse senhor. Em 1965, o primeiro visconde Montgomery of Alamein tentou conter a abolição das penas criminais contra homossexuais berrando que “pode-se igualmente perdoar o diabo e todas as suas obras” quanto permitir o sexo gay. Fiel à forma, seu biógrafo, Nigel Hamilton, revelou que Monty tinha relacionamentos apaixonados, embora não consumados, com rapazes.
Nos Estados Unidos, o caminho do púlpito à casa de massagens gay é tão conhecido dos pregadores evangélicos, que é incrível que tenha sobrado nele uma folha de relva. Diante de mais um escândalo, um Christopher Hitchens cansado escreveu: “Sempre que ouço algum falastrão em Washington ou no território cristão martelar sobre os males da sodomia, mentalmente anoto seu nome em meu caderno e acerto meu relógio, satisfeito. Mais cedo do que tarde ele será descoberto sobre seus cansados e gastos joelhos em algum horrível motel ou banheiro”.
Sei que é perigoso generalizar sobre um assunto tão vasto e complexo quanto a sexualidade humana, mas aprendi em minha vida confessadamente retirada que os homens que são, como dizem, “seguros” de sua heterossexualidade têm pouco interesse pelo que seus amigos homossexuais fazem na cama, e essa indiferença é recíproca. Sempre que ouvimos conservadores anunciarem que a igualdade para os gays “solapa o casamento”, pensamos: nossos casamentos podem suportar isso, então o que há de errado com os seus?
Assim como os antissemitas com suas fantasias de poder secreto judeu, existe uma nota de inveja na voz de muitos que condenam os direitos deles. O Journal of Personality and Social Psychology confirmou suspeitas quando publicou trabalhos com estudantes que diziam ser heterossexuais. Os pesquisadores mediram o abismo entre o que os estudantes diziam e como eles reagiam a imagens de casais gays ou pornografia gay. Os que sentiam mais atração tinham maior probabilidade de demonstrar um medo intenso dos homossexuais.
visconde montgomery gay
O visconde Montgomery de Alamein, que comparava o casamento gay as “feitos do diabo”, mas tinha relações apaixonadas e não consumadas com rapazes. Foto: Wikipedia / CartaCapital
“Mas que droga, na verdade você é gay” não é uma reação adequada ao preconceito, por mais verdadeiro que possa ser em casos individuais. Ele recai na falácia dos argumentos tu quoque [você também]. Se um orador diz: “O assassinato é errado” e um membro da plateia diz: “Mas você é um assassino”, ele provou que o orador é um hipócrita, mas não que o assassinato seja certo. Do mesmo modo, mostrar que muitos conservadores desejam sexualmente os que eles condenam não remove o estigma da homossexualidade. Tampouco modifica as opiniões dos homofóbicos que não são casos de armário.
Michael McManus tem uma cena de arrepiar em Tory Pride and Prejudice, sua história sobre a longa luta dos conservadores liberais para modificar a mentalidade de seu partido. Jerry Hayes, um exuberante deputado conservador, entra em um bar dos Comuns em 1986. O Departamento de Saúde decidiu que a única maneira de lidar com a nova ameaça da Aids é falar ao público de maneira sexualmente explícita. Ser franco com os eleitores também significa que algum infeliz tem de ser franco com a senhora Thatcher.
Ele encontra Willie Whitelaw, parecendo exausto e entornando uísque puro. “O que há de errado?”, ele pergunta. “Eu tive de explicar para Margaret sobre sexo anal”, é a resposta.
Ninguém alegou que Margaret Thatcher reprimia seu lado lésbico. Mas nos dias de cão seu governo aprovou uma pequena medida horrorosa conhecida como Seção 28, a última lei anti-homossexual a ser aprovada por um Parlamento britânico. Você também não pode dizer que todo mundo que acredita nos anátemas cristãos, islâmicos e judeus esteja negando seus impulsos homoeróticos. Eles são apenas fiéis que obedecem à autoridade religiosa e desejam tirar vantagem de sua licença para perseguir.
Assim como Thatcher, seu desinteresse pela homossexualidade não os retém, o que apenas serve para mostrar que o ódio flui de muitas fontes. No caso da homofobia, pode ser voyeurista, mal-educada, hipócrita, banal e disfarçadamente invejosa, ou pode ser ignorante, agressiva e servil à autoridade. Afinal, não importa. Ninguém tem o direito de negar um tratamento igualitário a um cidadão, seja qual for o motivo. Não tenho dúvida de que é satisfatório para os gays e as lésbicas dizerem tu quoque, mas noli me tangere [não me toque] é a resposta mais decisiva.
Por Nick Cohen, The Guardian

com Pragmatismo Político

Modo petista de governar é referência para a ONU.


Alfredo Saad Filho, economista da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), afirmou que o Brasil é hoje uma referência mundial para políticas de desenvolvimento econômico.

Desde que tomou posse em janeiro de 2003, uma das primeiras ações adotadas pelo presidente Lula foi criar o programa Fome Zero, cuja finalidade era levar uma alimentação digna para milhares de brasileiros que sobreviviam com pelos menos uma refeição diária. O programa avançou e dele foi originado o programa Bolsa Família, garantindo uma renda para as famílias com filhos menores de idade e matriculados nas escolas. Ao longo desse período, ao abolir o modelo anterior de concentração e transferência da riqueza para um seleto grupo de rentistas, o governo Lula promoveu uma inflexão no modelo econômico que privilegiasse o crescimento sustentável com a inclusão social.

O olhar para a inclusão social e a geração de empregos de 2003 até agora significaram a entrada na sociedade de consumo de mais de 40 milhões de brasileiros que ascenderam de classe social. Saíram das classes E e D para a classe C. Essa política de olhar para o mercado interno, para atender esse contingente de brasileiros que conquistaram uma renda para adquirir bens para suas residências – inclusive a casa própria –, fez toda a diferença em 2008 na pior crise financeira mundial 70 anos depois do crash da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, que praticamente quebrou o mundo. Lá atrás, brasileiros ricos amanheceram pobres.

Mas isso não se repetiu em 2008. O Brasil apostou na pujança de seu mercado interno e isso garantiu que o País fosse um dos últimos a entrar na crise e o primeiro a sair. Ao criar condições para a economia continuar andando em plena crise financeira global – mais oferta de crédito, redução de impostos e manutenção dos benefícios sociais, sem comprometer o rigor fiscal das contas públicas -, o ex-presidente brasileiro taxou a crise de uma “marolinha” e ele estava certo, embora a oposição dizia estar certa e por isso recomendava cortes de benefícios fiscais, restrição do crédito e aumento dos juros para enfrentar a crise.

O remédio brasileiro foi outro, ou seja, a opção não foi pelo “mercado” mas, sim, pelos brasileiros de carne e osso que continuaram tendo sucessivas melhoras na renda familiar e mais oportunidades, principalmente aquelas relacionadas às políticas inclusivas. Apesar das críticas da oposição, a política de inflexão econômica iniciada por Lula e mantida pela presidenta Dilma acaba de receber um dos maiores reconhecimentos da história econômica mundial.

Na manhã desta quarta-feira (12) ninguém menos do que Alfredo Saad Filho, economista da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), afirmou que o Brasil é hoje uma referência mundial para políticas de desenvolvimento econômico. Saad fez essa declaração durante o lançamento do Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2012 que mapeou as tendências econômicas e os problemas financeiros atuais de praticamente todas as nações do planeta.

A boa performance das nações emergentes no período de 2006 a 2012 sustentou a demanda doméstica e embora um país sozinho não pudesse assegurar a evolução econômica global, 74% do crescimento foi gerado pelos países em desenvolvimento, daí a UNCTAD observar que a solução apropriada para os países desenvolvidos é seguir esse modelo se realmente querem sair da crise. A entidade ligada ao Sistema ONU – Organização das Nações Unidas - recomenda que a receita adotada pelo Brasil de sustentar a demanda interna é um antídoto à política de contenção do consumo verificado em países da zona do Euro. Saad destacou que a Zona do Euro tem o pior rendimento dentre os países desenvolvidos, e as recessões europeia e norte-americana estão fundamentadas na deterioração da renda. Esses países, disse Saad, preferiram exportar fatias da produção nacional para economias emergentes e grande parte dos lucros foram direcionados ao pagamento de dividendos, acarretando em lucros individuais e, consequentemente, concentração de renda.

“Nos últimos dez anos ou um pouco mais que isso, o Brasil tem servido de referência para políticas sociais, e, mais que isso, para políticas macroeconômicas. Não só as fontes de crescimento, mas as fontes de inspiração de política econômica têm se diversificado também”, declarou Saad. Sem meias palavras, o economista da UNCTAD dá a receita aos países desenvolvidos que realmente querem sair da crise: para retomar o crescimento, os países desenvolvidos devem investir no mercado doméstico, principal fonte de demanda.

O economista disse que em alguns países, como a Alemanha, a política de enfrentamento da crise na Zona do Euro baseada em políticas de austeridade sobre o setor público prejudica o crescimento no mundo. “Os países em desenvolvimento não descolaram dos demais, eles precisam dos países desenvolvidos, e a falta de dinamismo nestes países preocupa a todo o mundo”, avaliou.

Saad classificou a crise atual como “a causadora de um problema grave acumulativo no sistema financeiro internacional, que se contrai e não fornece crédito para a produção e o consumo - e uma crise de falta de demanda, causada pelo aumento da desigualdade e pela perda cumulativa de salários reais nos últimos 30 anos é o grande problema”.

http://www.pt.org.br/noticias/view/modo_petista_de_governar_e_referencia_para_a_onu

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sanepar quer reajuste de até 10,62% na conta de água.

A Sanepar pretende reajustar a tarifa de água e esgoto em até 10,62% neste ano. O índice foi aprovado na terça-feira (29), em reunião extraordinária do conselho de administração. De acordo com a Diretoria de Relações com Investidores da companhia, o pedido de reajuste será submetido ao órgão regulador – no caso, o Instituto de Águas do Paraná –, que vai avaliar os argumentos da Sanepar e definir se ela tem direito a um aumento tarifário, e em que porcentual. “Após a definição por parte do órgão regulador, o eventual reajuste será encaminhado ao governador do Paraná para sua homologação, o qual passará a vigorar 30 dias após a publicação do decreto estadual”, informou a companhia em comunicado enviado à BM&FBovespa. O reajuste seria o terceiro da gestão de Beto Richa. A tarifa, que ficou congelada entre 2005 e 2010, subiu 16% em abril de 2011 e 16,5% em abril de 2012. Com informações da Gazeta Maringá.

PSDB e mídia vinculam aumento da gasolina à energia mais barata.



Os principais jornais de quarta-feira (30) amanheceram com destaque principal de primeira página para o primeiro aumento de gasolina da Petrobrás para as refinarias desde 2005, há mais de sete anos. Em média, o aumento deverá ser de 6,6% nos produtores. Todavia, como a gasolina é misturada com 20% de álcool, o reajuste aos consumidores deverá ser de míseros 4% nas bombas. Dias antes do aumento, o PSDB passou a inundar redes sociais na internet com a versão de que o governo estaria dando com uma mão ao consumidor e tirando com outra, vendendo a história de que o aumento da gasolina anularia o da energia elétrica. Além disso, o partido de oposição vem alardeando que o suposto “escambo” governamental teria a intenção de anular, nos índices de inflação, o peso do aumento da gasolina. Os jornais desta quarta-feira compraram integralmente a versão tucana e deram a ela um destaque grandiloqüente em suas primeiras páginas. Nos telejornais será a mesma coisa: tentarão vender ao público que ninguém ganhou nada com a redução da conta de luz. Detalhe: fracassado o alarmismo sobre racionamento, apagão etc., a direita midiática teve essa idéia de “jênio” (By PHA). Trata-se de uma falácia. Estudo do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) mostra que a frota brasileira de veículos automotores tem 32,9 milhões de automóveis e comerciais leves, 1,54 milhão de caminhões, 354 mil ônibus e 11,674 milhões de motocicletas. Com isso, relação de veículos por habitantes no país é de 1 para 4. Ou seja: só um quarto dos brasileiros tem algum veículo. Não é preciso ser muito esperto para notar que é uma empulhação dizer que 4% de aumento no preço dos combustíveis anulará média de 20% de desconto nas contas de luz (18% para residências e 32% para empresas), pois 98% dos brasileiros têm energia elétrica em casa e só ¼ tem veículos. O peso da redução no preço da energia elétrica, portanto, é muito maior do que o aumento irrisório no preço dos combustíveis. E isso sem falar que, de 2005 para cá, todos passaram a ganhar salários muito maiores enquanto que os combustíveis não subiram. Até mesmo em termos de politicagem a estratégia da mídia e do PSDB para desgastar o governo Dilma é inepta. É óbvio que não são 25% dos brasileiros que têm carro ou qualquer outro veículo. Neste país de renda concentrada, uma minoria tem vários veículos. A reação da grande maioria, mesmo de quem acreditar que o governo trocou aumento em combustível por desconto na energia elétrica, será de desprezo pelo aumento. A esmagadora maioria que não tem carro achará muito justa a troca que não houve.

via Blog da Cidadania

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conta de luz da Cemig (do Aécio Neves) que teve desconto será reajustada em 11,23% em abril.

O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP),  entregou na tarde desta terça-feira, 29, à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação movida pelo partido. O PSDB acusa a presidente Dilma Rousseff de ter feito campanha antecipada no pronunciamento da semana passada em cadeia de rádio e TV no qual anunciou a redução da conta de energia.

Logo após entregar a representação contra a presidente Dilma, a CEMIG, aparelhada por políticos do PSDB, que tem como chefe Aécio Neves, anunciou: "Conta da Cemig que teve desconto deverá ser reajustada em abril"

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira a proposta de abertura de audiência pública revisar a tarifa da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A proposta prevê um reajuste de 11,23% para consumidores residenciais, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Cemig. Na prática, caso esse reajuste seja aprovado, o consumidor sentirá menos o desconto anunciado pelo governo - que foi de 18,14% -, passando para, efetivamente, 8,8%. Aqui no Terra

Como vocês podem notar, Dilma fez uma opção em reduzir a conta de luz e perder o apoio das empresas de eletricidade para sua reeleição. Ganha apoio popular e de parte do empresariado que precisa da redução do custo Brasil para se tornar mais competitivo. Alckmin e Aécio fizeram a opção de angariar apoio financeiro dos bancos de investimento e das companhias elétricas para financiar suas campanhas (Para governador e presidente). É apenas um jogo do PSDB para financiar suas campanhas.Ou não?

via Os Amigos do Presidente Lula.

Veja essa: Enquete tucana contra Lula sai pela culatra.


Lula em alta até no site do PSDB. Clique na imagem para acessar.
Lula em alta até no site do PSDB. Clique na imagem para acessar.
O PSDB nacional colocou enquete em seu site perguntando se os tucanos acham justo Lula ter ganho o troféu “Algemas de Ouro” como o mais corrupto de 2012. Para a surpresa no ninho, metade dos correligionários acha que o partido é injusto com o ex-presidente petista.
Vamos à enquete tucana: “Você acha justo Lula ter ganho o troféu “Algemas de Ouro” como o mais corrupto de 2012?”.
Até às 12h17 desta terça-feira (29) o resultado era este: “Sim” (54%, 1.067 Votos); “Não” (46%, 896 Votos). Segundo o presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, “configura-se um empate técnico dentro da margem de erro”.
Ao todo, a enquete do PSDB registrou 1.963 votantes.
A dica veio do leitor Yuri Cardoso Cairos, que ainda fez uma observação pertinente: “Se o PT faz uma enquete nesse estilo no mínimo 80% são contra os tucanos”.
O deputado federal André Vargas, secretário Nacional de Comunicação do PT e provável futuro vice da Câmara, comemorou o resultado da sondagem tucana: “Empate na casa do adversário é vitória nossa”.
Resumo da ópera: Se Lula está bem até com os tucanos, imagine como está sua aprovação com o povão.

via Blog do Esmael

domingo, 27 de janeiro de 2013

Igrejas arrecadam R$ 20 bilhões no Brasil em um ano.


Receita dos variados templos (de católicos a evangélicos) equivale a metade do Orçamento da cidade de São Paulo
Crescimento foi de 12% em 5 anos; doações aleatórias e dízimo foram principais fontes do declarado em 2011
FLÁVIA FOREQUEDE BRASÍLIA
Em um país onde só 8% da população declaram não seguir uma religião, os templos dos mais variados cultos registraram uma arrecadação bilionária nos últimos anos.
Apenas em 2011, arrecadaram R$ 20,6 bilhões, valor superior ao orçamento de 15 dos 24 ministérios da Esplanada -ou 90% do disponível neste ano para o Bolsa Família.
A soma (que inclui igrejas católicas, evangélicas e demais) foi obtida pela Folha junto à Receita Federal por meio da Lei de Acesso à Informação. Ela equivale a metade do Orçamento da cidade de São Paulo e fica próxima da receita líquida de uma empresa como a TIM.
A maior parte da arrecadação tem como origem a fé dos brasileiros: R$ 39,1 milhões foram entregues diariamente às igrejas, totalizando R$ 14,2 bilhões no ano.
Além do dinheiro recebido diretamente dos fiéis (dos quais R$ 3,47 bilhões por dízimo e R$ 10,8 bilhões por doações aleatórias), também estão entre as fontes de receita, por exemplo, a venda de bens e serviços (R$ 3 bilhões) e os rendimentos com ações e aplicações (R$ 460 milhões).
"A igreja não é uma empresa, que vende produtos para adquirir recursos. Vive sobretudo da doação espontânea, que decorre da consciência de cristão", diz dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Entre 2006 e 2011 (último dado disponível), a arrecadação anual dos templos apresentou um crescimento real de 11,9%, segundo informações declaradas à Receita e corrigidas pela inflação.
A tendência de alta foi interrompida apenas em 2009, quando, na esteira da crise financeira internacional, a economia brasileira encolheu 0,3% e a entrega de doações pesou no bolso dos fiéis. Mas, desde então, a trajetória de crescimento foi retomada.
IMPOSTOS
Assim como partidos políticos e sindicatos, os templos têm imunidade tributária garantida pela Constituição.
"O temor é de que por meio de impostos você impeça o livre exercício das religiões", explica Luís Eduardo Schoueri, professor de direito tributário na USP. "Mas essa imunidade não afasta o poder de fiscalização do Estado."
As igrejas precisam declarar anualmente a quantidade e a origem dos recursos à Receita (que mantém sob sigilo os dados de cada declarante; por isso não é possível saber números por religião).
Diferentemente de uma empresa, uma organização religiosa não precisa pagar impostos sobre os ganhos ligados à sua atividade. Isso vale não só para o espaço do templo, mas para bens da igreja (como carros) e imóveis associados a suas atividades.
Os recursos arrecadados são apresentados ao governo pelas igrejas identificadas como matrizes. Cada uma delas tem um CNPJ próprio e pode reunir diversas filiais. Em 2010, a Receita Federal recebeu a declaração de 41.753 matrizes ou pessoas jurídicas.
PENTECOSTAIS
Pelo Censo de 2010, 64,6% da população brasileira são católicos, enquanto 22,2% pertencem a religiões evangélicas. Esse segmento conquistou 16,1 milhões de fiéis em uma década. As que tiveram maior expansão foram as de origem pentecostal, como a Assembleia de Deus.
"Nunca deixei de ajudar a igreja, e Deus foi só abrindo as portas para mim", diz Lucilda da Veiga, 56, resumindo os mais de 30 anos de dízimo (10% de seu salário bruto) à Assembleia de Deus que frequenta, em Brasília.
"Esse dinheiro não me pertence. Eu pratico o que a Bíblia manda", justifica.