quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cuba gasta mais de 30% de seu PIB com política social.

Eis mais um dos "crimes do regime cubano": Os gastos com a política social.Enquanto na América Latina estes representam 10% do PIB e na União Europeia 25% em Cuba supera os 30%.No orçamento de 2012,o governo cubano destina 17 bi,347 milhões e 800 mil pesos para a Educação,Saúde e necessidades sociais.


Mais de 800 milhões de pesos destinam-se a subsídios para pessoas com baixos rendimentos e 400 milhões de pesos para a proteção a pessoas em situação críticas, como os incapacitados por motivos físicos ou mentais, mães solitárias com filhos menores a seu cargo e aos que são colocados em posição disponível no processo de reordenamento laboral em curso.

No setor da saúde pública, uma das maiores fontes de ingresso de divisas (devido aos vários programas de cooperação internacional, que engloba mais de 40 mil profissionais, com cerca de 70 países), o orçamento disponibiliza 9% do PIB para desenvolvimento de um sistema integrado desde a atenção primária.

Estes programas de proteção social permitem uma mais equitativa distribuição dos recursos e respectiva aplicação no desenvolvimento humano, como o estado de saúde e nutricional da população, esperança de vida, saneamento e água potável, conservação do meio ambiente, participação politica, educação, cultura, informação e maior relevo do papel da mulher na vida econômica e politica.

Fonte: Blog Solidários 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fátima Bernardes tem sonho transformado em pesadelo.


Fátima não lembra nem de longe a repórter experiente que participou de coberturas de Copas do Mundo e outros eventos. Parecendo acuada, tímida, o que se vê é uma Fátima inexperiente diante de um novo desafio

Leila Cordeiro, Direto da Redação
Nunca se viu, em tempo algum, tal linchamento midiático e público de um profissional de TV como o que aconteceu com a apresentadora Fátima Bernardes em sua primeira semana à frente do novo programa matinal na Globo. Críticas e comentários de telespectadores, em sites e colunas especializadas, alguns de baixíssimo nivel e ofensivos, já colocaram o que Fátima chamou de “sonho” no patamar de “pesadelo” tamanha a rejeição ao produto.
Não quero eu aqui reinventar a roda, chover no molhado ou coisa parecida já que o assunto foi exaustivamente discutido durante os cinco dias de apresentação do programa nas manhãs globais, há muito tempo carentes de uma boa audiência. Mas vou me permitir dar uma opinião isenta sobre o caso e para isso é preciso ir por partes.

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Fátima começou a carreira como repórter, passando depois a apresentadora de telejornais. Fez sua trajetória baseada numa imagem sempre politicamente correta procurando fazer bem feito o que sempre esperaram dela, passar notícias com credibilidade. E conseguiu.
Galgou espaços devagar dentro da Globo, começando em noticiários locais até chegar aos nacionais e finalmente ao principal produto da casa, o Jornal Nacional. Casada com o também apresentador William Bonner, os dois passaram a ser o casal da vez e por 14 anos levaram ao telespectador as notícias com sabor de “casal telejornal”, fama aliás que no início rejeitaram, mas que depois abraçaram totalmente ao verem que o perfil de casal feliz e realizado conquistara o público.
O jornalismo da Globo, por sua vez, que no passado havia manifestado seu desagrado com essa história de ter um casal trabalhando junto, também acabou capitulando e caindo nos braços do gosto popular e abençoou de vez a união de Fátima e William deixando-os juntos no JN por tanto tempo.
Até que no ano passado, veio a supresa. O que parecia uma parceria que tão cedo não acabaria, desfez-se sem muitas explicações. Fátima disse apenas que estava deixando a bancada do telejornal de maior audiência do Brasil, para dedicar-se a um projeto seu e pronto.
Os telespectadores engoliram a desculpa sem entender muito bem, mas ficaram esperando o que seria uma “grande novidade” na TV, segundo comunicado dela e da emissora dos Marinho.
Teve gente que até duvidou da existência do programa por causa da demora, mas depois de seis meses, a estreia finalmente aconteceu. Com o nome de “Encontro com Fátima Bernardes” o público finalmente pode vê-la de novo na tela da TV, de uma maneira fria e decepcionante.
Pouco à vontade, Fátima não lembrava nem de longe a repórter experiente que participou de coberturas de Copas do Mundo e outros eventos. Parecendo acuada, tímida, o que se viu foi uma Fátima inexperiente para a função. Diferente do que aconteceu em sua trajetória como jornalista, construída aos poucos, ela buscou, com o aval da Globo, tornar-se uma comunicadora, uma animadora de programa de auditório, da noite para o dia.
Mas isso não se aprende na escola e muito menos nos palcos da Globo que conseguiu engessar até mesmo o Faustão , o verdadeiro e engraçado do “Perdidos da Noite”, de muitos anos atrás. Só que com o ex-gordo fizeram o caminho contrário, tiraram dele a descontração para enquadrá-lo num padrão mais comportado.
Pois é, mas nem sempre dá certo tentar moldar a personalidade de uma pessoa. Com Fátima está sendo assim. É público e notório que ela está perdida naquele cenário escuro, com imagens mutantes que até distraem a atenção do público tal a quantidade de flores e “objetos não identificados” que desfilam atrás de Fátima.
Vamos ver o que a Globo, sempre tão cheia de idéias e poder de fogo, vai fazer para alavancar a audiência do programa que, segundo dados do Ibope, fechou a semana com os mesmos números da extinta TV Globinho, até então a única programação infantil disponível na emissora e que foi retirada do ar para dar passagem ao Encontro com Fátima.
Confesso que estou torcendo para a atração dar certo. Cada vez que acontece a derrota de um profissional como Fátima que sempre foi dedicada ao jornalismo, é uma perda para o público que fica sempre nas mãos do que cada emissora acha que é o certo.
No caso de Fátima erraram feio , mas a gente espera que, de alguma maneira, ainda possam resgatar a imagem que ela criou e conquistou o público como boa mãe, esposa, jornalista correta de comportamento impecável, mas de preferência longe desse papel de falsa descontração que, definitivamente, não faz parte de sua personalidade .
Afinal, como dizia a chamada “A Fátima que você conhece do jeito que você nunca viu…” simplesmente não aconteceu. O povo não aprovou e a imagem que quiseram criar para ela fracassou.

via Pragmatismo Político

Mídia sente efeito de críticas e deixa empregados divergirem.

                                                                                                                                                                         
Por Eduardo Guimarães



Vai passando despercebido um fenômeno poucas vezes visto na década passada e que era raro até há pouco tempo, mas que parece estar crescendo. Colunistas e comentaristas de renome na grande mídia estão eventualmente divergindo dos patrões – ou, se preferirem, da “linha editorial” dos veículos nos quais trabalham. Ao longo dos últimos anos uma voz se levantou contra as posições monolíticas que aprisionavam todos os colunistas e comentaristas da grande mídia, sem qualquer exceção de relevo. Paulo Moreira Leite, colunista da Época, em seu blog hospedado no portal da Globo passou a divergir abertamente da ideologia e das posições políticas dos patrões. Recentemente, mais dois jornalistas da Globo passaram a divergir da empresa pontualmente, coisa que não faziam em questões nas quais a grande mídia “fechava questão”. Ricardo Noblat e Miriam Leitão se rebelaram, em alguma medida. Noblat, por exemplo, chegou a reconhecer a inexistência de provas ou indícios contra o governador petista Agnelo Queiróz e a existência de fartura de provas contra o tucano Marconi Perillo no que diz respeito às relações de ambos com Carlinhos Cachoeira. Além disso, tem se posicionado claramente contra o golpe no Paraguai. Miriam Leitão, por sua vez, apóia a Comissão da Verdade sem investigação “dos dois lados”, farsa que pretende nivelar os crimes da ditadura à resistência a ela. E também condenou o golpe no país vizinho, ainda que tenha estragado tudo comparando a situação do Paraguai à da Venezuela, onde a democracia funciona de forma impecável no que diz respeito à vontade eleitoral do povo. Já na Folha de São Paulo, Jânio de Freitas, que era o único a divergir de verdade da linha editorial e com frequência menos pífia, vem aumentando o próprio tom em um coro de divergentes do qual, talvez, tenha sido pioneiro. Também reconheceu a farsa contra Agnelo e foi peremptório ao condenar o golpe no Paraguai, no que teve a companhia de Clóvis Rossi. Nessa questão do golpe paraguaio, aliás, contabilizam-se as maiores divergências com os editoriais dos jornalões que se viram nos últimos anos. Folha de São Paulo, O Globo, Estadão e Veja cerraram fileiras em torno dos golpistas, mas um contingente menos pífio de seus colunistas desmontou os editoriais dos patrões nesse sentido. O que aconteceu com esses colunistas? Por que decidiram fazer um pouco de jornalismo? Pela primeira vez, em muito tempo, vejo divergência de alguma expressão na grande mídia. Claro que, em questões como o golpe no Paraguai ou a “culpa” forjada de Agnelo Queiróz, a posição oficial dos grandes meios é avassaladora. Os “editoriais” pró-golpe de Arnaldo Jabor no Jornal da Globo, por exemplo, esmagam os textos discretos dos colunistas supracitados, QUASE sempre publicados SÓ em seus blogs. Todavia, nunca antes na história deste país se viu tamanha divergência no PIG… Esse fenômeno, com certeza, é uma vitória da blogosfera e das redes sociais. Não era mais possível que esses grandes veículos não oferecessem nada a quem pensa e tem algum conhecimento de política. As opiniões de Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo e outros animadores da platéia reacionária estão deixando de ser exclusividade. Análises de melhor qualidade sobre a escandalosa deposição do presidente do Paraguai como as que vêm fazendo Clóvis Rossi, Miriam Leitão, Jânio de Freitas, Paulo Moreira Leite e Ricardo Noblat sugerem que esses jornalistas ainda nutrem aspirações quanto à própria imagem entre as pessoas de melhor nível intelectual. Mas será isso mesmo? Já um Arnaldo Jabor, um Reinaldo Azevedo, um Augusto Nunes ou um Elio Gaspari abdicaram há muito tempo do jornalismo. Só isso explica as teses espantosas que formularam sobre um processo que jogou no lixo os votos de um presidente legitimamente eleito, com grande apoio popular em seu país e não menos apoio formal da comunidade internacional. Nesse aspecto, chegam a ser incríveis os editoriais dos maiores jornais do país. Isso e o espaço que a Globo deu a um palhaço de circo como Arnaldo Jabor para ficar insultando os presidentes dos países com os quais o Brasil mantém intensas relações institucionais e de amizade, mas, claro, sem conseguir explicar o rito sumário que expurgou Lugo em horas. Todavia, o fato é que não confio nessa repentina conversão desses colunistas ao bom jornalismo. Basta ver o que disse Miriam Leitão, que haveria alguma contradição entre o Mercosul suspender o Paraguai e aceitar a Venezuela como sócio pleno do organismo. Ela dá uma no cravo e outra na ferradura. Qual foi a ruptura institucional que a Venezuela promoveu? Chávez está no poder pela vontade do povo. Todas as eleições foram auditadas pela ONU, pela OEA e por centenas de observadores internacionais. E é mentira que não se pode criticar o governo. Para comprovar, basta ir até lá e comprar um jornal ou ver tevê. A Globovisión, entre outras tevês, continua fustigando abertamente Hugo Chávez. Seu adversário nas próximas eleições tem todo espaço na mídia e apoio financeiro de que precisa. Quem praticou ruptura institucional na Venezuela – ou tentou praticar – foi a oposição a Chávez, não ele. Acusam Chávez de manter o povo ao seu lado. Não existe uma só notícia de constrangimento da candidatura de oposição venezuelana. Usam a recusa dessa oposição de participar das eleições, há alguns anos, para acusar de despotismo um governo que adquiriu maioria avassaladora, naquele pleito, porque seus adversários se suicidaram eleitoralmente. E por vontade própria. Daí Chávez aprovou o que quis, claro. Ao comparar a situação paraguaia à venezuelana, portanto, Miriam Leitão mostra que há algo errado em sua conversão e de seus pares ao jornalismo. Parece que a grande imprensa sentiu as críticas de que praticamente não se via divergência em suas páginas e, assim, escalou alguns empregados para divergirem

via Sintonia Fina

sábado, 30 de junho de 2012

Paraguai admite Venezuela no Mercosul.Merval...

                                                                                                                                                                       
Saiu na  Folha:


Venezuela será incorporada ao Mercosul em 31 de julho.


A Venezuela será incorporada ao Mercosul em reunião especial que será realizada em 31 de julho no Rio de Janeiro, anunciou nesta sexta-feira a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, no âmbito da Cúpula de chefes de Estado do bloco.
O acordo tem a assinatura dos líderes de Brasil, Uruguai e Argentina (membros pleno do Mercosul). O Paraguai, que não havia ratificado essa decisão em seu Parlamento, está suspenso do bloco devido à deposição do ex-presidente Fernando Lugo.
(…)


                                             




O tiro saiu pela culatra.
O Golpe “democrático” no Paraguai era para fortalecer o interesse nacional americano.
Por isso tantos colonistas mervais, como a Catanhede e o de muitos chapéus – clique aqui para ler – , defenderam a “legalidade” do golpe.
O que menos interessa ao interesse nacional americano é o fortalecimento do Mercosul.
É por isso que o Padim Pade Cerra queria dinamitá-lo.
O maior obstáculo à entrada da Venezuela no Mercosul foi o presidente Sarney.
No Continente, o Senado paraguaio golpista é o que impedia isso.
Os americanos foram o Espírito Santo de orelha do golpe “democrático” e não esperavam que a Dilma e a Cristina Kirchner aproveitassem a ausência do Paraguai para trazer Chavez para a mesa de trabalhos.
Merval, Merval…
Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Imprensa tenta substituir tribunais,alertam especialistas.


A tentativa da imprensa de substituir os tribunais de Justiça e a recusa em ouvir todos os lados de uma história vêm preocupando juristas.
Para Dalmo Dallari, embora a Constituição assegure o direito à ampla defesa, o noticiário foge desta regra. “Ninguém pode ser considerado culpado até a condenação criminal. No entanto, o jornal julga, aponta e condena, sem respeitar a presunção da inocência. Pessoas são acusadas e não tem a mínima possibilidade de defesa”.
O professor de Comunicação da USP Laurindo Leal Filho cita o julgamento do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ele vê uma condenação dos réus feita pela mídia, sem espaço para que exponham sua versão.
Ana Elisa Bechara, professora de Direito Penal do Largo São Francisco, diz que, se até meados dos anos 90, a imprensa procurava influenciar os tribunais, agora ela tenta substituir os tribunais. E a pressão para condenar os réus, mesmo contrariando a legislação, tem um resultado perverso: “A mídia passa a ver as garantias constitucionais como obstáculos”
Além disso, os juízes que julgam pelo aspecto técnico – e não pela pressão midiática – acabam sendo alvo de “descontentamento enorme” pela mídia e pela sociedade, criando um ambiente de constrangimento e intimidação, acrescenta Bechara.
O jornalista Luís Nassif afirma que essas campanhas promovidas pela condenação dos réus na mídia incluem ataques pesados. O comportamento acaba estimulado pela falta de uma regulamentação que puna esses ataques.

Vejam também:


Mobilização BR

ACERTANDO AS CONTAS COM A HISTÓRIA.

                                                                                                                                                                   

Se o bom jornalismo não estivesse cada vez mais rarefeito neste país, o povo saberia que Lula foi quem de fato promoveu, em toda a nossa história, o mais intenso combate à corrupção no governo federal. FHC, assim que tomou posse, baixou decreto extinguindo a Comissão Especial de Investigação, que havia sido instituída por Itamar Franco, a qual era composta por representantes da sociedade civil e tinha por finalidade o combate à corrupção. Anos mais tarde, FHC criaria a Controladoria-Geral da União, que funcionaria como verdadeiro “arquivo-morto” de denúncias de corrupção contra agentes de seu governo. Foi FHC, aliás, quem brindou o folclore nacional com a anedótica figura do Engavetador-Geral da República. Lula, ao contrário, modernizou a Polícia Federal, investindo em recursos humanos e materiais, que a tornaram extremamente ativa e eficaz na investigação de casos de corrupção. Além disso, Lula criou o “Portal da Transparência”, que fez com que o Brasil fosse reconhecido pela ONU como um dos oito países de todo o mundo com maior transparência orçamentária. (Os governos estaduais comandados pelo PSDB não oferecem à população nenhum instrumento de controle popular dos gastos públicos). Diferentemente de FHC, Lula sempre respeitou a autonomia funcional e a independência institucional dos órgãos de fiscalização e correição do Estado: enquanto FHC nomeava seus preferidos para o Ministério Público Federal, Lula sempre respeitou a indicação feita pelos representantes da carreira, nomeando o primeiro colocado da Lista Tríplice elaborada pelos Procuradores. Não é de se estranhar, portanto, que tenhamos a sensação de que a corrupção no governo aumentou nos últimos anos. O fato é que o que aumentou foram o combate a desvios de conduta de agentes públicos e o esclarecimento de casos que, até há pouco tempo, eram varridos para debaixo do tapete. A hostilidade da imprensa contra o PT é a soma de oportunismo e mau-caratismo daqueles que distorcem os fatos porque querem confundir a população. Comentaristas e colunistas verborrágicos como Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor, que defendem ferrenhamente a sangria do patrimônio nacional promovida pelas “privatarias” de Serra e FHC, costumam afirmar que seria Lula o responsável pelo “atraso” (assim mesmo, abstratamente) em que, segundo a ótica míope dessa gente, o Brasil se encontraria em relação a outras nações tidas como desenvolvidas. Curiosamente, esse tipo de acusação contra Lula ou o PT não resiste à mais superficial análise aritmética. Ora, o Brasil entrou no século XXI sem que metade de sua população tenha ainda acesso a água tratada e a esgotamento sanitário. Isso são marcas do atraso de um país secularmente maltratado pela indecência dos grupos dominantes de uma das sociedades mais injustas e desiguais do planeta! Os problemas que o Brasil enfrenta hoje são decorrentes de um longuíssimo histórico de corrupção. Se considerarmos apenas o período republicano da História do Brasil, contabilizamos pouco mais de 120 anos. Desses, o PT só está no poder há pouco mais de nove anos. Portanto, matematicamente, a responsabilidade que caberia ao PT seria menor do que 1/12 (um doze avos, ou a duodécima parte) de toda essa dívida. Isso se considerássemos que o PT estivesse sendo um mero mantenedor do status quo. Entretanto, como os próprios fatos e dados já citados demonstram, a chegada do PT ao poder em 2003 representou uma ruptura, sobretudo no combate sistemático à corrupção. Em virtude disso, chega a ser uma iniqüidade querer responsabilizar o PT, um partido de 32 anos de idade, e que se encontra no poder há apenas 10 anos, pelo “atraso” de um país com mais de cinco séculos de história. Até porque os governos do PT são os que mais vêm investindo na modernização deste país. Para o PT, a modernização não se faz a partir do desmantelamento do patrimônio público, assim como fez o PSDB, entregando as empresas estatais às mãos de capitalistas estrangeiros. Para o PT, a modernização do Brasil se faz a partir da superação daquilo de mais arcaico que a nossa sociedade ainda traz consigo: a desigualdade, que nunca foi combatida por nenhum governo desse país durante toda a sua história, até 2003. O “atraso” do Brasil não é outra coisa senão a reverberação do que há de mais perverso das escolhas políticas mal-intencionadas que historicamente foram feitas por nossos governantes (que sempre atuaram em defesa dos interesses dos grupos econômicos hegemônicos, desde os cafeicultores da República Velha até os especuladores financeiros do recente período neo-liberal) e das quais as elites deste país sempre foram ou avalistas, ou patrocinadoras, ou beneficiárias. Os ataques ferozes que a imprensa desfere contra o PT, portanto, não passam de oportunismo safado, que, além de inviabilizarem o debate político, em nada se fazem assemelhar a um jornalismo de verdade. São, antes de qualquer coisa, um desserviço à sociedade e um atentado à democracia.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

PIG disse que no golpe do Paraguai a população aceitou o "impeachment".Vejam fotos.

   

Imagem 1/93: 21.jun.2012 - Presidente do Paraguai, Fernando Lugo (centro), discursa na sede do governo em Assunção, capital do país, sobre seu processo de deposição. A Câmara dos Deputados, controlada pela oposição, aprovou nesta quinta-feira (21) o início de um processo de impeachment contra Lugo, após a morte de nove camponeses e oito policiais em um conflito agrário em Curuguaty (250 km de Assunção), perto da fronteira com o Brasil, na última sexta-feira (15) MAIS Norberto Duarte/AFP


                            
                                                                                       
                                                                                                                                                                         
 
                                    

                                                                                       
                                                                                         

                                         


                                                                                      




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