quarta-feira, 20 de junho de 2012

ME ABRACE FORTE.


Vaticano investiga vídeo de bispo com empresária.


Um bispo argentino, presidente da Cáritas para a América Latina, está a ser investigado pela Santa Sé depois de terem sido divulgadas imagens suas em atitude carinhosa com uma mulher, durante umas férias à beira-mar no México. O sacerdote diz tratar-se de uma amiga de infância.
O Vaticano abriu uma investigação para apurar o que se passou e tomar medidas contra o bispo Fernando Maria Bargalló, 59 anos, depois de terem sido divulgadas estas imagens em que aparece abraçado a uma mulher dentro de água.

                                                 

O vídeo foi divulgado em vários meios de comunicação argentinos e remonta a janeiro de 2011, segundo o diário espanhol El País. O sacerdote já reconheceu ao canal de televisão A24 a "imprudência" do seu comportamento e a "ambiguidade" do vídeo, mas garante tratar-se uma amiga de uma infância. A polêmica em torno das atitudes carinhosas do bispo para com a mulher, uma empresária gastronômica dona de vários restaurantes em Buenos Aires, segundo o "La Nación", levantou outra questão: quem pagou a estadia do bispo no complexo turístico de luxo em Puerto Vallarta. As consequências da divulgação das imagens, que chegaram ao Vaticano pelo núncio apostólico Emil Paul Tschering, podem ir até à obrigação de renúncia ao cargo.

No  DN

Inocência de Orlando Silva ganha 28 segundos no Jornal Nacional.


O Jornal Nacional, o mais importante da grade de programação da Rede Globo, é apenas um dos muitos exemplos. A desproporção no tratamento entre a mentira e a verdade neste, e em muitos outros casos, é mais uma prova da necessidade de um marco regulatório para mídia brasileira


                              Enquanto o assassinato de reputações pode durar meses, o reconhecimento de uma absolvição não passa da casa dos segundos

Quase oito meses depois de destruir a reputação do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, finalmente a mídia teve que divulgar a verdade: Orlando é inocente. Porém, a notícia tão ou mais relevante do que a mentira criada pela revista Veja ficou longe de receber capas de revistas e inúmeras matérias nos principais telejornais e programas de rádio. No Jornal Nacional, por exemplo, recebeu apenas 28 segundos.
Para quem não se lembra, só a primeira matéria do mesmo Jornal Nacional para o golpe da Veja, que levou à renúncia do ex-ministro, tinha quatro minutos e 23 segundos (clique aqui para vê-la ).
O mais interessante é notar que, até agora, o telejornal dos Marinho quase nada disse sobre as ligações perigosas entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e a revista que sempre recebeu tanto prestígio por parte do jornalismo da Globo.

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O Jornal Nacional, o mais importante da grade de programação da Rede Globo, é apenas um dos muitos exemplos. A desproporção no tratamento entre a mentira e a verdade neste, e em muitos outros casos, é mais uma prova da necessidade de um marco regulatório para mídia brasileira. Vamos continuar lutando nas redes e nas ruas para garantir que esta mudança se efetive no Brasil. Afinal, até quando a verdade será censurada por apenas sete famílias donas dos meios de comunicação?

via Carla Santos,Portal Vermelho

terça-feira, 19 de junho de 2012

Folha esconde parceria da Veja com o crime organizado,e ainda encontra força para fabricar crise na Record.

VEJA,COMO O CRIME ORGANIZADO FAZ JORNALISMO.


A aliança da revista Veja com o crime organizado rendeu denúncias que reverteram em ganhos econômicos para a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira e seus aliados políticos.



A Operação Monte Carlo, desencadeada pela Policia Federal (PF) para desbaratar a quadrilha comandada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, já é merecedora de um mérito: publicizou o conluio de setores da grande mídia com o crime organizado para alcançar objetivos econômicos e políticos.
As investigações da PF, com informações documentadas e já amplamente divulgadas, atestam que o bicheiro utilizava a revista Veja, do grupo Abril, para disseminar perseguições políticas, promover suas atividades econômicas ilegais, chantagear, corromper e arregimentar agentes públicos. A revista se prestava a esse esquema de coação e chantagem do bicheiro.
Em troca, a revista da família Civita recebia do contraventor informações, gravações e materiais – na maioria das vezes obtidas de formas criminosas – que alimentavam as páginas da publicação, para destilar seu ódio e preconceito contra seus adversários políticos, principalmente os do campo do PT.
A aliança da revista Veja com o crime organizado rendeu denúncias que reverteram em ganhos econômicos para a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira e seus aliados políticos – os contratos da construtora Delta com governos estaduais precisam ser profundamente investigados – e se constituíram em instrumento de pressão e amedrontamento de autoridades públicas. Dessa forma, consolidaram um esquema criminoso, milionário, com ramificações privadas e públicas, nas três esferas da República.
O conluio, mais do que reportagens jornalísticas, rendia conspirações políticas e econômicas.
O acinte à democracia do país alcançou ao nível de planejar a desestabilização e queda do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. Enquanto Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes (ex-Dem) gargalhavam por fogo no país, a revista projetava o senador como o prócer da moralidade pública, com perspectivas de vir a ser candidato à presidência da República. Era o crime organizado, com a participação do Grupo Abril, tramando desestabilizar governos e tomar conta da máquina estatal.
No entanto, a revista Veja era pequena e insignificante para os objetivos que o conluio se propunha alcançar. Precisava de ajuda. Os telejornais da Rede Globo se prestaram a dar a ajudava de que necessitavam. Com sua peculiar e esculachada crítica, o jornalista Paulo Henrique Amorim sintetiza a mútua ajuda que se estabeleceu: “o Jornal Nacional não tem produção própria. A revista Veja não tem repercussão nacional. O crime organizado se organiza na Veja e se expande no Jornal Nacional”. Em um jornalismo sem ética, sem compromisso com a verdade e interesses públicos, que se dane a verdade factual. O que interessa, para esse tipo de jornalismo, é a versão dos fatos que atendam aos interesses dos que mantém o monopólio da informação.
Sempre que é questionada por praticar esse tipo de jornalismo, a mídia se defende afirmando que tem a capacidade de se autorregulamentar. O conluio Veja-crime organizado sepultou essa tese. Até esse momento impera o silencio da mídia burguesa sobre os vínculos da revista com a organização criminosa do bicheiro.
O jornalista Jânio de Freitas, um dos mais renomados colunistas da Folha, fez uma detalhada radiografia da organização montada pelo contraventor e suas extensas ramificações. Não disse uma única palavra das suas ramificações com a mídia. Mais do que escreveu, a sabuja lacuna do seu artigo evidenciou o medo que impera entre o patronato da grande mídia e a capacidade desse lamaçal engolir, inclusive, jornalistas decentes.
Ao pacto de não noticiar a promiscuidade do grupo Abril com o crime organizado juntam-se, agora que a CPMI está instalada, os esforços para evitar que os que se beneficiaram com a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira sejam convocados a dar explicações no Congresso Nacional e para sociedade.
O deputado federal Miro Teixeira (PDT/RJ) articula um pretexto jurídico para impedir a convocação de jornalistas e proprietários das empresas de comunicação envolvidas nas atividades criminosas do bicheiro.
Um dos mais altos executivos do grupo Abril já perambulou pelos corredores e gabinetes do Congresso numa tentativa de evitar que seu patrão, Robert Civita, tenha que prestar esclarecimentos na CPMI. A Globo, fato noticiado, enviou um mensageiro para informar (ou seria ameaçar?) o Palácio do Planalto: se o empresário Robert Civita for convocado pela CPMI, os meios de comunicação declaram uma guerra sem limites contra o governo.
É de lamentar que a Rede Globo não tenha a coragem de publicar essa posição política nos editoriais dos seus jornais e divulgá-la em seus telejornais.
Caso os parlamentares da CPMI se rendam às pressões dos grupos empresariais da mídia, estarão sendo coniventes com práticas criminosas e institucionalizado duas categorias de cidadãos nesse país: os que podem ser convocados para depor numa CPMI e os que não devem ser convocados.
Há um enorme volume de informações e provas que atestam que setores da mídia estão envolvidos com atividades de organizações criminosas e que atentaram contra a democracia do nosso país. É inadmissível que os que participaram ativamente na organização criminosa, e dela se beneficiaram, não sentem no banco dos réus alegando, unicamente, a condição de serem patrões.
O Congresso Nacional instalou, atendendo os anseios da sociedade, uma CPMI para investigar as atividades do crime organizado com suas ramificações na mídia e nas três esferas da estrutura do Estado. Os parlamentares que compõe essa CPMI tem a responsabilidade de não frustrar a sociedade, apurar os fatos com profundidade e criar as condições para que seus responsáveis prestem contas à justiça, além de legar ao país uma legislação que, ao menos, iniba essa prática de jornalismo associado com o crime organizado. A Lei dos Meios de Comunicação é cada vez mais necessária e inadiável.


via Epocaestado Brasil