domingo, 26 de fevereiro de 2012

BORIS CASOY Embalado pelo cão...

                    Boris Casoy diz que Lula matou dona da Daslu.
                                                                                                                                                                          


                                                                                                                                 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O caso de Veja...

por Luís Nassif

O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja.Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.
O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.
O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década..
A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.

O estilo neocon

De um lado há fenômenos gerais que modificaram profundamente a imprensa mundial nos últimos anos. A linguagem ofensiva, herança dos “neocons” americanos, foi adotada por parte da imprensa brasileira como se fosse a última moda.
Durante todos os anos 90, Veja havia desenvolvido um estilo jornalístico onde campeavam alusões a defeitos físicos, agressões e manipulação de declarações de fonte. Quando o estilo “neocon” ganhou espaço nos EUA, não foi difícil à revista radicalizar seu próprio estilo.
Um segundo fenômeno desse período foi a identificação de uma profunda antipatia da chamada classe média mídiatica em relação ao governo Lula, fruto dos escândalos do “mensalão”, do deslumbramento inicial dos petistas que ascenderam ao poder, agravado por um forte preconceito de classe. Esse sentimento combinava com a catarse proporcionada pelo estilo “neocon”. Outros colunistas utilizaram com talento – como Arnaldo Jabor -, nenhum com a fúria grosseira com que Veja enveredou pelos novos caminhos jornalísticos.

O jornalismo e os negócios

Outro fenômeno recorrente – esse ainda nos anos 90 -- foi o da terceirização das denúncias e o uso de notas como ferramenta para disputas empresariais e jurídicas. 
A marketinização da notícia, a falta de estrutura e de talento para a reportagem tornaram muitos jornalistas meros receptadores de dossiês preparados por lobistas. 
Ao longo de toda a década, esse tipo de jogo criou uma promiscuidade perigosa entre jornalistas e lobistas. Havia um círculo férreo, que afetou em muitos as revistas semanais. E um personagem que passou a cumprir, nas redações, o papel sujo antes desempenhado pelos repórteres policiais: os chamados repórteres de dossiês.
Consistia no seguinte:
O lobista procurava o repórter com um dossiê que interessava para seus negócios.
O jornalista levava a matéria à direção, e, com a repercussão da denúncia ganhava status profissional.
Com esse status ele ganhava liberdade para novas denúncias. E aí passava a entrar no mundo de interesses do lobista.
O caso mais exemplar ocorreu na própria Veja, com o lobista APS (Alexandre Paes Santos).
 
Durante muito tempo abasteceu a revista com escândalos. Tempos depois, a Policia Federal deu uma batida em seu escritório e apreendeu uma agenda com telefones de muitos políticos. Resultou em uma capa escandalosa na própria Veja em 24 de janeiro de 2001 (clique aqui ) em que se acusavam desde assessores do Ministro da Saúde José Serra de tentar achacar o presidente da Novartis, até o banqueiro Daniel Dantas e o empresário Nelson Tanure de atuarem através do lobista.
Na edição seguinte, todos os envolvidos na capa enviaram cartas negando os episódios mencionados. Foram publicadas sem que fossem contestadas.
O que a matéria deixou de relatar é que, na agenda do lobista, aparecia o nome de uma editora da revista - a mesma que publicara as maiores denúncias fornecidas por ele. A informação acabou vazando através do Correio Braziliense, em matéria dos repórteres Ugo Brafa e Ricardo Leopoldo.
A editora foi demitida no dia 9 de novembro, mas só após o escândalo ter se tornado público.
Antes disso, em 27 de junho de 2001(clique aqui ) Veja publicou uma capa com a transcrição de grampos envolvendo Nelson Tanure. Um dos “grampeados” era o jornalista Ricardo Boechat. O grampo chegou à revista através de lobistas e custou o emprego de Boechat, apesar de não ter revelado nenhuma irregularidade de sua parte.
Graças ao escândalo, o editor responsável pela matéria ganhou prestígio profissional na editora e foi nomeado diretor da revista Exame. Tempos depois foi afastado, após a Abril ter descoberto que a revista passou a ser utilizada para notas que não seguiam critérios estritamente jornalísticos.
Um dos boxes da matéria falava sobre as relações entre jornalismo e judiciário.
 
O boxe refletia, com exatidão, as relações que, anos depois, juntariam Dantas e a revista, sob nova direção: notas plantadas servindo como ferramenta para guerras empresariais, policiais e disputas jurídicas.
 Próximo capítulo: "A mudança de comando"

BLOG DA DILMA: Boris Casoy e o CCC, segundo a revista “O Cruzeiro...

BLOG DA DILMA: Boris Casoy e o CCC, segundo a revista “O Cruzeiro...: Via Cloaca News Recordar é viver. Reproduzimos, na íntegra, a reportagem da finada revista O Cruzeiro , de 9 de novembro...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Generais de pijama defendem torturadores.Erundina neles!

Veja aqui o que o Partido da Imprensa golpista (PIG) não mostra!
                                                                                         
Erundina e Fábio Comparato são a 1/2 que 
faltar saiu na Folha:


Dilma é alvo de militares por opinião de ministras.

Nota foi publicada após frases sobre ditadura.

De Brasília.

Em nota conjunta,clubes das três Forças Armadas,que representam militares fora da ativa,criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação às declarações de ministras e do PT sobre a ditadura (1964-1985).

Segundo o texto,do dia 16,"ao completar o primeiro ano de mandato,paulatinamente vê-se a presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas" no início de seu governo,quando Dilma disse que não haveria" discriminação,privilégio e compadrio" em sua gestão.

A nota,antecipada ontem pelo "Estado de São Paulo",cita três declarações.A da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) ao "Correio Brasiliense",segundo a qual a Comissão da Verdade pode levar a responsabilização criminal de agentes públicos,a despeito da Lei da Anistia.

Outro alvo dos clubes foi a ministra das Mulheres,Eleonora Menicucci,que "teceu críticas exacerbadas aos governos militares e,se autoelogiando,,ressaltou o fato de ter lutado pela democracia".

Sintonia Fina
-Conversa Afiada    

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Celepar vai terceirizar atividade-fim novamente.Privatização para fuga de concurso público e precarização.

                    Governador Beto Richa (PSDB) e Presidente do Conselho de Administração da Celepar,Cássio Taniguchi (DEMO).


Dia 23 de fevereiro de 2012,próxima quinta-feira,13h45min,a Companhia de Informática do Paraná-Celepar-vai abrir a licitação na modalidade Pregão Presencial 02/2012,para contratação,em 3 lotes,de empresas para o fornecimento de solução integrada hardware e software;áudio,vídeo e automação para montagem de Salas de Situação,compreendendo serviços de instalação,ativação,suporte técnico e garantias,que poderá custar para os cofres públicos mais de R$ 3 milhões (valor máximo de R$ 3.035.870,00).


Além de serem serviços de atividades-fim da Celepar,fontes internas da Companhia informam que vários dos serviços a serem contratados poderiam ser executados pela própria Celepar.


Isso se chama:privatização de serviços para precarização de empresa e tentativa de fuga de concurso público.


via blog do Tarso 

TV Globo dançou no Carnaval...

Por Altamiro Borges


Apesar de toda a parafernália,a audiência da TV Globo despencou no Carnaval.
Segundo o Ibope,a emissora registrou uma das piores quedas dos últimos anos.Na primeira noite do desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro,no domingo (19),ela perdeu 20% da audiência,na comparação com 2011.Na média,ela marcou 8,3 pontos no Ibope da grande São Paulo.


A queda da audiência da emissora na transmissão do Carnaval vem se acentuando a cada ano.Em 2011,ela registrou 10,4 potos;em 2010,a média foi de 10,9;já em 2009,ela atingiu 12,5 pontos no Ibope.A decadência têm várias causas.A principal parece ser a do aumento da concorrência.O programa Domingo Espetacular,comandado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim na TV Record,marcou 15 pontos no Ibope dàs 21h às 23h32 do dia 19.


Outra explicação é a da perda de criatividade da TV Globo.Todo ano é a mesma batida,numa mesmice que incomoda os telespectadores.Há também o fator internet,com milhões de pessoas fugindo da chatice da televisão.Lógico que nada disso deve incomodar muito o império global.Afinal,ele continua ganhando fortunas com a publicidade aberta e o merchandising enrustido,nos desfiles.Mas um dia a casa pode cair!

A Revolução não será televisionada-O golpe na Venezuela.


Em abril de 2002, na Venezuela, após uma série de ataques da mídia local, o presidente Hugo Chávez sofre um golpe e é sequestrado. Uma equipe de TV da Irlanda estava no país desde setembro de 2001, para realizar um documentário sobre o presidente e sua administração popular. Kim Bartley e Donnacha O’Briain, ao perceberem a movimentação política do país, registraram as manifestações, pró e contra, que culminaram no golpe. Esses registros, com imagens inclusive do interior do palácio, se tornaram o documentário “A Revolução não será televisionada”, lançado em 2003.
A elite venezuelana estava insatisfeita com a administração de Chávez, pois essa reduziu as suas regalias. A mídia, principalmente televisiva, noticiava, mentirosamente, fatos contra o presidente, inclusive que Chavistas teriam assassinado várias pessoas em um protesto. Nos dias do golpe, foi divulgado que presidente renunciou, o que era mentira. A TV omitiu o fato de que Chávez não assinou a renúncia e que ele somente se entregou aos golpistas sob a ameaça de o palácio presidencial ser bombardeado por militares contrários ao regime Bolivariano. Naquele momento era impossível que a verdade chegasse ao povo, pois os canais que apoiavam Chávez sofreram sabotagem técnica e ficaram fora do ar. Assumiu, com o apoio da mídia e com toda a arrogância, Pedro Carmona, destituindo os poderes até então constituídos.
Chama a atenção, também, uma transmissão de TV, nas primeiras horas pós-golpe, em que, imaginando já terem ganhado a “guerra”, uma pessoa agradece as cinco redes de TV comerciais, nome por nome, que ajudaram na conquista daquele “final feliz”, para as elites, claro. Quanto ao destino de Chávez e os movimentos populares em apoio ao presidente, as emissoras literalmente se calaram. Ao contrário, elas insistiam no sucesso do golpe a “vendiam” a imagem da paz a partir daquele momento.
Porém, algumas pessoas tiveram acesso às notícias de outros países e descobriram que o que aconteceu de verdade, é que o presidente foi sequestrado. A informação logo se espalhou e o povo saiu em protesto até o palácio presidencial. Milhares de manifestantes pressionaram e, após uma reação dos militares Chavistas que guardavam o palácio, os golpistas foram presos. Em seguida, o canal estatal voltou ao ar e, como Chávez não chegou a assinar a renúncia, foi transmitida a posse do seu sucessor, segundo a Constituição Federal, o presidente da Câmara dos Deputados.
O documentário aborda esses fatos com muita maestria. Ele mostra os acontecimentos de forma cronológica e aborda o poder manipulante da mídia, desmentindo as montagens e edições feitas nas filmagens da TV comercial. São apresentadas as declarações de jornalistas contra Chávez, que se provaram mentirosas. Claramente, fica demonstrada a relação da imprensa local com a elite econômica do país. “A revolução não será televisionada” usa, inclusive, ironia comparando o que os oposicionistas afirmavam, com a verdade. Percebe-se, com as declarações transmitidas pelas cinco redes comerciais, que Hugo Chávez não censurava a imprensa, pelo contrário, eram faladas coisas terríveis, agressivas e mentirosas.
O vídeo incluiu entrevistas com a população, tanto favoráveis ao presidente, como contra. Essa abordagem das entrevistas, sem dúvidas, conferiu maior credibilidade ao documentário. É mostrada, também, uma cena que chega a ser cômica: A equipe de Carmona, antes arrogante, presa no interior do palácio Miraflores. Demonstrando os ideais obscuros dos golpistas, o documentário mostra o cofre do palácio esvaziado.
Fica explicado no vídeo, porque Hugo Chávez passou a se preocupar com as comunicações, criando emissoras estatais e não renovando a concessão da RCTV (Comparativamente a Rede Globo da Venezuela, à época), após a apresentação da fala de seu Ministro do Desenvolvimento: “os adversários eram muito poderosos e não deu tempo... Não organizamos uma política de comunicações”. Em meio ao desânimo de sua equipe de governo, Chávez aparenta acreditar realmente que voltaria ao governo. A força do povo fez com que ele realmente voltasse ainda mais fortalecido.
O documentário não é amplamente distribuído e foi exibido no Brasil pela TV Câmara.
Ficha técnica
Gênero: Documentário
Data: 2003
País: Irlanda
Filmado e dirigido por: Kim Bartley e Donnacha O'Briain
Produzido por: Power Picture associada à Agencia de Cinema da Irlanda.
Edição: Angel H. Zoido
Produtor Executivo: Rod Stonemann
Produzido por: David Power
Duração:74 minutos