quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Beto Richa materializa governo Lerner: privatista e excludente


* Enio Verri
No início do ano, o jornal Gazeta do Povo publicou uma reportagem intitulada “Sim, é lernista”, em referência ao governador Beto Richa. “Durante a campanha, Beto Richa rechaçou a ‘acusação’ de ser lernista. Mas o início de sua gestão guarda semelhanças profundas com o período em que Jaime Lerner foi governador do Paraná, tanto na agenda política quanto na escolha da equipe”, apontou o texto (disponível em goo.gl/lWzdu).
A reportagem elencou as semelhanças do início dos dois governos. Da mesma maneira que Lerner, Richa nomeou Cássio Taniguchi como secretário do Planejamento. Pesa contra Richa, entretanto, um agravante: em 1995, Taniguchi ainda não havia sido condenado pelo STF por improbidade administrativa pelo pagamento de R$ 4,9 milhões em precatórios de desapropriação de imóveis não incluídos no orçamento da prefeitura de Curitiba.
Assim como o ex-governador do DEM, Richa também criou uma secretaria estadual para a esposa e iniciou o mandato prometendo uma ampla reforma administrativa na máquina pública.
Outra semelhança está na base política dos dois governos. Durval Amaral, secretário-chefe da Casa Civil, e Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa, foram líderes do governo Lerner na Alep. O primeiro time do ex-governador do DEM também contava com os deputados Ademar Traiano e Élio Rush, líder e vice-líder do governo Richa na Assembleia, além de Nelson Justus e Plauto Miró.
A esquadra que hoje ocupa o núcleo cerebral do governo Richa é a mesma que comandou, na Alep, as votações que configuraram a agenda Lerner no Paraná: o pedágio, as privatizações, a venda do Banestado e o aprofundamento da concentração de riqueza no eixo Ponta Grossa – Região Metropolitana de Curitiba.
O prenúncio de que o Estado estaria entrando em uma nova era Lerner se materializou na agenda política adotada por Beto Richa no primeiro ano de seu mandato.
O Paraná está diante de políticas que, em vez de diminuir o desequilíbrio econômico e social, deverão potencializar a concentração de riqueza nas regiões mais desenvolvidas.  As duas principais ações do governo estadual para estimular o crescimento econômico em 2011 comprovam tal hipótese.
O programa Paraná Competitivo e a Agência Paraná de Desenvolvimento não oferecem incentivos diferenciados para indústrias se instalarem nas regiões mais pobres, exatamente aquelas que necessitam da interferência do governo para alavancar o desenvolvimento econômico e social. Que empresa irá escolher a região central ou pelo Vale do Ribeira, se os incentivos fiscais oferecidos pelo governo são os mesmos para os Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba, Londrina ou Maringá?
A privatização é outro item da agenda lernista inerente ao governo Richa. Escapam, escancaradas, nas entrelinhas dos projetos da Agência Reguladora e das Organizações Sociais um revelador caráter privatista.
No episódio dos debates sobre a Agência Reguladora, o governo lançou mão de um sem número de argumentos políticos para tentar legitimar a proposta. Justificativas técnicas, indubitáveis, foram sumariamente esquecidas. Por que a criação de uma agência governamental para regular as estatais, como a Copel e Sanepar, se não abrir a possibilidade para futuras privatizações? O ano de 2011 termina e a sociedade ainda não recebeu a resposta.
Os paranaenses também não conhecem ao certo o que está em jogo em relação ao projeto das Organizações Sociais. Por que a absoluta pressa pela aprovação da matéria e a intransigência na recusa ao debate com a sociedade organizada? Um projeto que irá transferir responsabilidades do Estado para organizações privadas, podendo alterar profundamente a configuração do atendimento na área da saúde por um longo período, não deveria ter sido amplamente debatido por toda a sociedade? O governo Richa admite que não. A privatização está travestida nas possibilidades de terceirizações de serviços públicos.
A gestão do diálogo, eficiência e transparência, acontece, neste primeiro ano, por força de “tratoraços”, que resultam em medidas obscuras, mas que não conseguem esconder sua essência.
O governo Beto Richa se configura na materialização, nove anos mais tarde, do modelo Lerner de gestão, que ficou marcado por ser amplamente nocivo ao Paraná e deixou cicatrizes perenes como os pedágios, as privatizações, a dívida do Banestado e a concentração de riquezas.
* Enio Verri, economista, é deputado estadual líder da oposição na Assembleia Legislativa e presidente do PT Paraná.

Pobre Serra,agora também em Cordel



PRIVATARIA TUCANA
por Silvio Prado in As árvores...


"Caiu a casa tucana

Do jeito que deveria
E agora nem resta pó
Pois tudo na luz do dia
Está tão claro e exposto
E o que ninguém sabia
Surge revelado em livro
Sobre a tal privataria.

"Amauri Ribeiro Junior

Um jornalista mineiro
Em mais de 300 páginas
Apresenta ao mundo inteiro
A nobre arte tucana
De assaltar o brasileiro
Pondo o Brasil à venda
Ao capital estrangeiro.



"Expondo a crua verdade

Do Brasil privatizado
O livro do jornalista
Não deixa ninguém de lado
Acusa Fernando Henrique
Gregório Marin Preciado
Serra e suas mutretas
E o assalto ao Banestado.



"Revelando em detalhes

Uma quadrilha em ação
O relato jornalístico
Destrói logo a ficção
De que político tucano
É homem de correção
Mostrando que entre eles
O que não falta é ladrão.



"Doleiros e arapongas

Telefone grampeado
Maracutaias financeiras
Lavagem por todo lado
Dinheiro que entra e sai
Além de sigilo quebrado
Obra de gente tucana
Na privatização do Estado.



"Parece mas não é

Ficção esse relato
Envolvendo tanta gente
E homens de fino trato
Que pra roubar precisaram
Montar um belo aparato
Tomando pra si o Estado
Mas hoje negam o fato.



"Tudo isso e muito mais

Coisas de uma gente fina
Traficantes de influência
E senhores da propina
Mostrando como se rouba
Ao pivete da esquina
E a cada negócio escuso
Ganhando de novo na quina.



"Se tudo isso não der

Pra tanta gente cadeia
Começando por Zé Serra
Cuja conta anda cheia
O Brasil fica inviável
A coisa fica mais feia
Pois não havendo justiça
O povo se desnorteia



"Com CPI já pensada

Na câmara dos deputados
Não se fala outra coisa
No imponente senado
Onde senhores astutos
E tão bem engravatados
Sabem que o bicho pega
Se tudo for investigado.



"Por isso, temos tucanos

Numa total caganeira
No vaso se contorcendo
Às vezes a tarde inteira
Mesmo com a velha mídia
Sua indiscreta parceira
Pelo silêncio encobrindo
Outra grande roubalheira.



"São eles amigos da Veja

Da Folha e do Estadão,
Da Globo e da imprensa
Que distorce a informação
Blindando tantas figuras
Que tem perfil de ladrão
Mostrando-os respeitáveis
Como gente e cidadão.



"Pois essa mídia vendida

Deles eterna parceira
E que se diz democrática
Mas adora bandalheira
Ainda não achou palavras
E silenciosa anda inteira
Como se fosse possível
Ignorar tanta sujeira.



"Ela que tanto defende

A liberdade de imprensa
Mas somente liberdade
Pra dizer o que compensa
Não ferindo interesses
Tendo como recompensa
Um poder exacerbado
Que faz toda a diferença.



"Mas neste livro a figura

Praticamente central
Sujeito rei das mutretas
Um defensor da moral
É o impoluto Zé Serra
Personagem que afinal
Agora aparece despido
Completamente venal.



"É o próprio aparece

Sem retoque nem pintura
Tramando nos bastidores
Roubando na cara dura.
É o Zé Serra que a mídia
Esconde e bota censura
Para que o povo não veja
A sua trágica feiúra.



"E ele sabe e faz tudo

No reino da malandragem
Organiza vazamentos
Monta esquema de lavagem
Ensina a filha e o cunhado
As artes da trambicagem
E como bandido completo
Tenta preservar a imagem.



"Mas agora finalmente

Com a casa já no chão
E exposta em detalhes
Tão imensa podridão
Que nosso país invadiu
Com a privatização
Espera-se que Zé Serra
Vá direto pra prisão.



"E pra não ficar sozinho

Que ele vá acompanhado
Do Fernando ex-presidente
Mais o genro dedicado
Marido da filha Mônica
E outro homem devotado
Ricardo Sergio Oliveira
E também o Preciado.



"Completando o esquema

Deixando lotada a prisão
Ainda cabe o Aécio
Jereissati e algum irmão
Nunca esquecendo o Dantas
Que só rouba de bilhão
E traz guardado no bolso
O tal Gilmar canastrão.



"Como estamos em época

De Comissão da Verdade
Que se investigue a fundo
E não se tenha piedade
Dos que usaram o Estado
Visando a finalidade
De praticar tanto crime
E ficar na impunidade.



"Tanto roubo descarado

Provado em documento
Não pode ser esquecido
E ficar sem julgamento
Pois lesou essa nação
Provocando sofrimento
A quem sofre e trabalha
Por tão pouco vencimento.



"Que o livro do Amauri

Maior presente do ano
Seja lido e comentado
Sem reservas nem engano
Arrebentando o esquema
Desse grupo tão insano
Abrindo cela e cadeia.
Pra todo bandido tucano."


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Oposição à beira de um ataque de nervos.

A oposição está à beira de um ataque de nervos.Além do livro-bomba:"A Privataria Tucana",eles têm que conviver com notícias como essas.Acreditem,tem gente que diz que o governo Dilma não começou,que nada foi feito de bom no país,nem para o povo brasileiro.Leiam algumas das notícias que tanto estão incomodando a oposição.Não é para menos que eles estão desnorteados,sem rumo e sem esperança de voltar ao governo.
Jussara Seixas
-Novo salário mínimo colocará R$ 47 bi em circulação,aponta Dieese;
-Confiança do brasileiro sobe com 13° e alta do mínimo,segundo pesquisa da ACSP,a classe C é a mais otimista com a economia;
-Ascensão para 6ª economia foi "presente de Natal" para Dilma.diz jornal;
-Exportação brasileira já ultrapassou US$ 250 bilhões neste ano;
-Trabalho com carteira assinada bate recorde;
-Com novas regras,Minha Casa,Minha Vida terá cotas para idosos. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Como Dilma enterrou Ali Kamel em 2011.




Através do Tijolaço, o ansioso blogueiro assistiu à excelente exposição de fim de ano da Presidenta Dilma Rousseff, que também pode ser vista no Blog do Planalto.
Apesar dos pesares, e da crise que a Globo dissemina 24h por dia, foi um ano brilhante.
Que calou a boca da Oposição.
Porém, através do PiG (*), a Oposição conseguiu engessar a agenda política do pais.
No país onde se realizou a maior roubalheira numa privatização latino americana – agora revelada, em parte, pelo “Privataria Tucana”-, o PiG estabeleceu que a questão é a corrupção, o “malfeito”.
(A outra parte será conhecida na CPI da Privataria.)
E o Álvaro Dias, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra empunham a bandeira da Moral e da Ética.
Como diz o motorista de taxi, “esse país não tem jeito”…
Como assim, “não tem jeito”?, pergunto.
A roubalheira, diz ele.
Quem rouba ?, pergunta o ansioso blogueiro, ao passar por uma rua arborizada da Cidade de São Paulo, no bairro de Higienópolis.
Os políticos, diz ele.
Os políticos, indistintamente.
Ou seja, o Ali Kamel ganhou.
Conseguiu equiparar o Lupi ao Ricardo Sergio de Oliveira, ao Preciado, ao Rioli.
Acompanhe, agora, amigo navegante, o que a Presidenta mostrou no pronunciamento de fim de ano.
E ninguém soube.
Começa que ela usou a palavra “emprego” sete vezes, em dez minutos.
Como se sabe, os oito anos de Governol Cerra/Fernando Henrique se notabilizaram pelo desemprego.
Quem tinha emprego garantido eram banqueiros de investimento, “brilhantes“ gestores de fundos na Privataria.

Dilma preside o “pleno emprego”, apesar da crise Global da Urubologa.
Lembrou ela, o Brasil criou em 2011 a bagatela de 2,3 milhões de empregos.
Num único ano.
Voce viu isso nos jornais do Ali Kamel, amigo navegante ?
Uma comparação entre o desemprego no mundo e o “pleno emprego”no Brasil ?
Qual o destaque que os jornais do Ali Kamel deram ao salario minimo que vai abrir 2012 ?
E sobre a redução de impostos ?
O PiG (*) e seus colonistas (**) só falam de “carga tributária”, a mais alta do mundo (no Farol era maior …).
A Dilma reduziu os impostos de 5 milhões de pequenas empresas e empreendedores individuais.
Reduziu os impostos sobre geladeiras, fogões e maquinas de lavar.
Levou para zero impostos que incidem sobre massa, farinha e pão.
O Ali Kamel mostrou isso, amigo navegante ?
Não, o Ali Kamel gosta é do “malfeito”.
Até 2014, contou a Presidenta, a Caixa e o Banco do Brasil, que anunciam no jornal nacional – e no Conversa Afiada – vão aplicar R$ 125 bilhões no Minha Casa Minha Vida.
Em 2011 a Dilma entregou 341 mil casas.
Vai entregar outras 400 mil.
E tem 500 mil em construção.
O Ali Kamel tratou disso ?, amigo navegante, logo ele, que, segundo o Florisbal, tem que dar mais atenção à Classe C. Classe C! 
Deve ser proibido falar disso no jornalismo da Globo, porque Classe C traz logo à cabeça o Nunca Dantes e a Presidenta.
E os da pobreza extrema ?
O programa Brasil sem Miséria – contou a Presidenta no Natal – localizou 407 mil famílias que não conseguiam, sequer, ser beneficiadas.
E já recebem, em boa parte, o Bolsa Familia, aquele programa que a grande estadista chilena Monica Cerra considera um incentivo à vagabundagem.
A Presidenta revelou que um milhão e 300 mil crianças e adolescentes foram incorporadas em 2011 ao Bolsa Famiia.
Ou seja, vão receber educação e assistência médica.
Que horror, amigo navegante !
Um milhão e trezentas mil crianças !
Por que o aviãozinho da Globo não acha uma criança dessas ?
Deve ser uma avaria no radar do Ali Kamel.
Diante da notável política tucana de São Paulo de combater o crack com a “Cracolândia”, a Presidenta teve que se esforçar muito para conceber um plano à altura da engenhosidade tucana de São Paulo.
Assim, criou o programa “É possível vencer”, com R$ 4 bilhões para curar e ressocializar os viciados em crack.
Nada será como a “Cracolândia”, uma politica que a Organização Mundial de Saúde vai disseminar mundo afora.
Mas, a Dilma tenta.
E o Pronatec ?, que até 2014 vai levar 8 milhões de jovens para o mundo do Emprego.
Outro dia, no Entrevista Record, este ansioso blogueiro entrevistou o Lincoln Silva, que saiu de uma cidadezinha no Sul da Bahia, fez o ProUni, entrou no Senac e foi um dos primeiros a se beneficiar do “Ciência sem Fronteiras”, do Mercadante: Lincoln vai estudar um ano com tudo pago, na Rochester University, no Norte do Estado de Nova York, uma das referencias mundiais em design gráfico.
Isso é uma ofensa à elite que o Ali Kamel representa !
Uma agressão ideológica !
Dar Educação e Emprego a um filho de costureira com ourives, como o Lincoln.
Dilma falou nove vezes em Emprego.
Você sabia disso, amigo navegante ?
Que a palavra “Emprego“ é uma marca do Governo Dilma ?
Pois é, amigo navegante, quem manda você e o Bernardo se curvarem ao PiG ?
A questão, amigo navegante, não é só a necessidade de o Governo prestar contas e a sociedade saber o que o Governo faz.
Por exemplo: a Presidenta vai passar o Réveillon numa base da Marinha na Bahia.
Onde passará o Cerra ? 
A questão não é fazer “propaganda” dos feitos do Governo.
É a Democracia, Bernardo.
A Política é a linguagem da Democracia, diz o Ciro Gomes.
“Linguagem”, ou “Política” diz este ansioso blogueiro, quer dizer “Comunicação”, “Retórica” – Padre Vieira, Churcill, não é isso ?
Como diz o Comparato, “comunicação” é um Direito do Homem.
Segundo os Iluministas da Revolução Francesa, no século XVIII.
Já imaginou, amigo navegante, se o Churchill não tivesse a rádio (pública) da BBC ?
Perdia a Guerra, porque muitos ingleses (na elite e, portanto, na mídia) eram cripto-nazistas.
Bernardo, os amigos navegantes entendem que a Ministra da Casa Civil queira ser Governadora do Paraná.
Mas, Bernardo, tira o Franklin da gaveta !